Gouveia e Melo não indica para já voto na 2ª volta e é contra sondagens em período eleitoral
O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje "precoce" indicar, para já, quem apoiará na segunda volta das Presidenciais, entre Seguro e Ventura, e defendeu que as sondagens devem ser proibidas em período de campanha eleitoral.
Na conferência de imprensa final da noite eleitoral, interrogado sobre quem apoiará na segunda volta das eleições Presidenciais, em 08 de fevereiro, o almirante disse que "este é um momento ainda muito precoce para manifestar qualquer opinião", sublinhando que irá "reservar" a sua posição para um "momento mais tarde".
E acentuou: "Eu não disse que não ia tomar posição. Eu só disse que era prematuro" tomar posição, declarou, referindo, que, ao longo da campanha eleitoral, notou "muitas vezes" que as suas "palavras eram distorcidas".
Questionado sobre o que poderá ter explicado o seu resultado eleitoral, já que nas sondagens de há seis meses estava colocado em primeiro lugar, o ex-chefe de Estado-Maior da Armada respondeu o seguinte sobre os estudos de opinião: "Há sempre uma dúvida que fica no ar a partir de agora. É causa ou consequência?" e acrescentou: "A minha proposta, enquanto democrata, é que no período que precede a decisão eleitoral não deve haver um período de sondagens".
Interrogado sobre se o movimento cívico de apoio à sua candidatura vai ser extinto, Gouveia e Melo não respondeu, afirmando apenas que agradece "a confiança desses portugueses" e que falará "mais tarde" quando "achar que for oportuno".
"Ainda é muito cedo para conseguir analisar com alguma profundidade o que aconteceu ou deixou de acontecer", disse.
O almirante deixou ainda críticas à forma como a campanha eleitoral foi conduzida: "Na minha muito modesta opinião, não estivemos verdadeiramente numas eleições presidenciais. Estivemos numas eleições legislativas e, consequentemente, por isso, um candidato independente ressentiu o seu apoio, ressentiu-se desse processo", declarou.