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Caracas faz revisão e reestruturação das Forças Armadas após ataque dos EUA

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O ministro da Defesa da Venezuela anunciou hoje uma "revisão e reestruturação" das Forças Armadas após os ataques norte-americanos que mataram 47 soldados venezuelanos e resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

Num evento transmitido pela emissora estatal VTV, Vladimir Padrino López apelou à "resistência face às calamidades e ameaças militares" e ao que descreveu como uma "nova situação geopolítica que surgiu no mundo como resultado da agressão à Venezuela".

"Estamos a avançar com o Plano Ayacucho para desenvolver as nossas Forças Armadas, agora com elementos a rever, face a uma realidade que justifica uma revisão e reestruturação", frisou.

O ministro referiu um plano anunciado em outubro de 2024 por Maduro, válido até 2030, que visa "consolidar o poder militar para garantir o respeito pela Venezuela e o pleno exercício da Constituição nacional", como explicou na altura.

Padrino López exigiu, em nome das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), a libertação e o regresso ao país de Maduro e da sua mulher, e assegurou que a instituição militar continuará a "cumprir a sua missão nacional de estabilidade e progresso" nesta "nova realidade".

O governante pediu ainda "força espiritual" aos membros das Forças Armadas durante os atuais "momentos críticos e dolorosos" para o país, para "seguirem em frente" e trabalharem por uma pátria que, segundo ele, continua e precisa deles.

"A nossa honra militar está intacta, intacta, a nossa dignidade está intacta", insistiu.

Em 03 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando Maduro e Flores, que foram levados para Nova Iorque, onde serão julgados por acusações relacionadas com narcoterrorismo.

A então vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina dois dias após o ataque, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça.