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47 militares das Forças Armadas morreram nos ataques dos EUA

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O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, indicou sexta-feira que 47 membros das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) morreram no ataque norte-americano de 3 de janeiro, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro. 

Numa cerimónia de homenagem aos militares e civis que morreram no ataque, Padrino especificou que nove dos 47 falecidos eram mulheres e que o ataque fez pelo menos 112 feridos. 

"Perante a tecnologia superior e os recursos desiguais empregues contra a Venezuela, 47 homens e mulheres das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, nove deles mulheres, deram a vida", enfatizou o chefe militar em declarações transmitidas pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV). 

Padrino elogiou os soldados mortos por terem "cumprido o seu dever para com a história" ao darem a vida em defesa do país e recordou os 32 cubanos que morreram no ataque norte-americano.  

O ministro afirmou ainda que a presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a captura de Maduro, ordenou a criação de uma comissão para auxiliar as famílias dos mortos e feridos, a fim de satisfazer as suas necessidades sociais e económicas. 

Foi também ordenada, adiantou, a construção de um monumento nacional em homenagem aos falecidos. 

Na quinta-feira, Delcy Rodríguez iniciou o discurso anual do Governo com um minuto de aplausos em homenagem aos que morreram durante a operação de 3 de janeiro. 

No mesmo dia, milhares de cubanos despediram-se dos 32 soldados que morreram durante os ataques norte-americanos, com um cortejo fúnebre pelas ruas de Havana até ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR). 

Há uma semana, o Governo venezuelano promoveu e condecorou postumamente os soldados que morreram durante os ataques, numa cerimónia em Caracas liderada pelo presidente interino e ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez.