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Termina reunião em Washington sobre futuro da Gronelândia

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Foto EPA

Uma delegação da Dinamarca e da Gronelândia foi recebida hoje na Casa Branca para uma reunião crucial, depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter expressado mais uma vez a vontade de conquistar o território ártico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, e a homóloga gronelandesa, Vivian Motzfeldt, deixaram o local pouco antes das 12:00 (17:00 em Lisboa), segundo a imprensa que acompanhou as delegações;

A delegação chegou por volta das 10:30 (15:30 em Lisboa), para uma reunião com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

Não houve comunicação oficial imediata de nenhuma das partes depois do fim das discussões.

Donald Trump não participou pessoalmente da reunião, mas preparou o terreno para a mesma, escrevendo pouco antes na rede social Truth Social: "Precisamos da Gronelândia por razões de segurança nacional. É vital para a Cúpula Dourada que estamos a construir".

Esta é a primeira vez que Trump estabelece uma ligação entre este gigantesco projeto norte-americano de escudo antimíssil e a posse do território autónomo dinamarquês.

Desde que retornou ao poder, em janeiro de 2025, Trump tem mencionado regularmente a possibilidade de assumir o controlo da vasta e estratégica, porém pouco povoada, ilha ártica.

O Presidente garantiu que ia apoderar-se da Gronelândia "de um jeito ou de outro".

No início do mês, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que um ataque norte-americano à Gronelândia seria "o fim de tudo" e, em particular, da NATO, da qual os EUA e a Dinamarca são membros.

Numa tentativa de apaziguar Washington, a Dinamarca prometeu "reforçar a presença militar" na Gronelândia a partir de quarta-feira e dialogar com a NATO para aumentar a presença dos aliados no Ártico.

A Suécia anunciou que vai enviar pessoal militar à Gronelândia para exercícios, a pedido de Copenhaga.

No entanto, o Presidente norte-americano acredita que apenas uma anexação direta do território pela parte dos Estados Unidos garantirá a segurança contra as ambições de Pequim e Moscovo.