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Madeira

JPP reforça solidariedade entre "territórios esquecidos"

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O JPP agendou uma iniciativa política para o próximo dia 17 de Janeiro com o intuito de defender os viticultores e agricultores da Região Demarcada do Douro. O partido refere um princípio político, o de que "os madeirenses não estão isolados, estão solidários com outros territórios e populações que enfrentam dificuldades semelhantes".

No entender do deputado eleito à Assembleia da República, a política nacional tem, "durante décadas, ignorado realidades produtivas fora dos grandes centros de decisão, sejam elas nas ilhas ou no interior do país".  Filipe Sousa tem afirmado que é e será a voz das ilhas em Portugal, ou seja, uma voz que fala não apenas da Madeira, mas de todos os territórios que conhecem o peso do afastamento, da desigualdade e da falta de atenção política.

A iniciativa, que vai ser apresentada no Douro, pretende garantir que o Vinho do Porto e o Moscatel do Douro utilizem exclusivamente aguardente vínica produzida na própria região, "reforçando a valorização da produção local, a sustentabilidade económica e a justiça na cadeia de valor". "Trata-se de uma causa que os madeirenses compreendem bem, porque também conhecem os efeitos de decisões tomadas longe do território e sem ouvir quem produz", aponta o partido.

Para o JPP, estar ao lado dos agricultores e vinicultores do Douro é estar ao lado da Madeira. É afirmar que os problemas do interior continental e das regiões autónomas têm raízes comuns: falta de poder negocial, custos acrescidos, mercados condicionados e políticas públicas desenhadas à distância.

Por outro lado o JPP defende uma solidariedade recíproca entre territórios. "Tal como os madeirenses se colocam ao lado dos durienses na defesa de melhores condições para quem produz, também acredita que essa consciência colectiva deve traduzir-se em apoio às reivindicações da Madeira, nomeadamente em matérias estruturais como a mobilidade, os custos de transporte e a coesão territorial", aponta, através de comunicado.

A visão do JPP é de "uma globalização solidária entre territórios, onde ilhas e interior se reconhecem, se apoiam e se fortalecem mutuamente, rompendo com décadas de políticas que favoreceram sempre os mesmos".