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Madeira

Centro Islâmico da Madeira alvo de críticas por parte de deputado do CHEGA

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O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, acusou o Centro Islâmico da Madeira de "ter como objectivo a criação de um enclave religioso fechado, inspirado em modelos associados à radicalização islamista". Para o deputado, "a actuação e os propósitos do centro levantam sérias preocupações de segurança e de coesão social na Região". 

O parlamentar madeirense afirmou que, segundo informação que diz ter recolhido através de fontes na comunidade islâmica local, "o Centro Islâmico da Madeira pretende estruturar-se como um centro de orientação salafista, seguindo a doutrina Al-Wala’ wal-Bara’, um conceito da ortodoxia islâmica que promove a separação absoluta entre crentes e não-crentes, a rejeição de valores não islâmicos e a oposição a outras culturas e religiões".

Francisco Gomes recorda que "estruturas ideológicas semelhantes estiveram associadas a processos de radicalização de indivíduos responsáveis por actos terroristas, incluindo o ataque que ocorreu recentemente na Austrália que vitimou onze pessoas".

Para o deputado, "estes paralelos justificam um alerta imediato e apontam que o Centro Islâmico não demonstra qualquer intenção de integração cultural, social ou cívica, mas sim de isolamento ideológico, incompatível com as tradições, a identidade e os valores históricos da Madeira". 

O que está em causa não é religião – é ideologia. Um centro que segue doutrinas de rejeição, separação e combate cultural não quer integrar-se, mas impor-se. Isso é totalmente incompatível com a Madeira".  Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República

Francisco Gomes considera que "a sociedade madeirense e o governo regional têm o dever de agir preventivamente, defendendo que não pode haver complacência com projectos que criem divisões profundas na comunidade e dando uma resposta política firme e inequívoca". 

E concluiu: "A Madeira não pode aceitar a criação de enclaves religiosos radicais. O governo regional tem o dever de combater este centro e de proibir a construção de qualquer mesquita. A segurança, a identidade e a coesão da Região estão em primeiro lugar – e não os interesses dos loucos do Centro islâmico".