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Seguro discorda de avaliação de Montenegro sobre situação no SNS

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Foto Lusa

O candidato presidencial António José Seguro discordou hoje do primeiro-ministro quanto à avaliação sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mostrando-se indignado e revoltado com as "situações indescritíveis" que os portugueses têm que enfrentar.

No final de uma sessão de campanha em Vila Real, o candidato à Presidência da República apoiado pelo PS foi questionado pelos jornalistas sobre as declarações de hoje de Luís Montenegro, que admitiu haver uma "perceção de caos" no SNS, mas que "isso não é realidade".

"Eu discordo do que diz respeito à situação, porque infelizmente os portugueses não têm saúde a tempo e horas e a minha preocupação não é com as palavras, é com as ações", respondeu Seguro.

Como Presidente da República, caso seja eleito, o candidato prometeu que será "exigente para que o Governo encontre as soluções para que os portugueses tenham cuidado de saúde a tempo e horas".

"As situações que os portugueses estão a passar neste momento são indescritíveis, indignam-me, revoltam-me, já disse isso várias vezes e, portanto, estou ansioso se os portugueses me deem a sua confiança para tomar posse e começar de imediato a trabalhar num pacto para a saúde", insistiu.

"Têm que perceber uma coisa muito simples. A minha preocupação é que se encontrem soluções para que os portugueses tenham acesso a cuidar de saúde a tempo e horas. Não são as declarações, por mais respeito que me mereçam as instituições", disse, perante a insistência dos jornalistas.

A discursar no Porto, na inauguração da sede da Direção Executiva do SNS, Luis Montenegro reconheceu hoje que se vive "um tempo estranho" e que há uma "absoluta desproporção" entre o trabalho que os profissionais de Saúde prestam nos hospitais e a "onda noticiosa".

"Nós somos todos os dias confrontados com uma perceção de caos, de crise, de problema permanente. Eu não quero, com isto, diminuir os casos na base dos quais esta perceção é criada. O que eu tenho a obrigação, em nome também dos prestadores de serviços, dos profissionais, é dizer que, felizmente para todos nós, isso não é a realidade que os tais mais de 150 mil atos diários dos profissionais do SNS enfrentam todos os dias", afirmou o primeiro-ministro.

Socialista rejeita votar Ventura na 2.ª volta

António José Seguro rejeitou hoje votar em André Ventura numa hipotética segunda volta das eleições presidenciais por se considerar o candidato moderado mais bem posicionado para ganhar, acrescentando que os opositores à sua direita prometem ajudar-se "uns aos outros".

"Não, não admito", respondeu hoje aos jornalistas à saída de um comício no auditório do Conservatório Regional de Música de Vila Real, após ser questionado se, tal como João Cotrim Figueiredo, admitia votar em André Ventura numa hipotética segunda volta das eleições presidenciais.

Seguro sustentou a sua posição ao dizer que é "o candidato moderado que está em melhores condições de ganhar" as eleições presidenciais de 18 de janeiro, rejeitando "os radicalismos" e os "extremismos".

Sobre o caso de alegado assédio sexual que envolve João Cotrim Figueiredo já negado pelo próprio, Seguro disse que só comenta "matérias de facto".

O candidato apoiado pelo PS observou ainda que "todos os dias surgem declarações de pessoas, à direita, de candidatos à direita, para dizer 'vamo-nos ajudar uns aos outros'".

"Pois eu não estou aqui para ajudar nenhum campo político. Estou aqui para ajudar os portugueses, para servir Portugal e para encontrar soluções para que os portugueses possam ter uma vida digna e uma vida melhor", disse hoje o candidato presidencial durante o comício.

Hoje, no Fundão, após ter visitado o Mercado Municipal, o candidato apoiado pela IL João Cotrim Figueiredo revelou que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não excluía o apoio a qualquer candidato.

Mais tarde, numa segunda ação em Castelo Branco, e instado, por diversas vezes, a dizer claramente se apoiaria André Ventura, líder do Chega, numa eventual segunda volta, Cotrim Figueiredo respondeu com uma pergunta: "Qual é a dúvida desta frase? Não excluo nenhuma hipótese, incluindo André Ventura, incluindo Seguro, incluindo Manuel João Vieira, incluindo não apoiar ninguém".

Entretanto, numa publicação no Instagram, Cotrim Figueiredo publicou um "esclarecimento importante" e escreve: "Eu disse que votaria André Ventura? Não disse. Fui pouco claro, assumo".

"Eu não disse que ia votar André Ventura, o que eu disse é que não me comprometia com nenhuma candidatura e lamento ter sido pouco claro, isso assumo, fui pouco claro", afirmou o também eurodeputado, no final de uma visita à UBIMedical na Covilhã, em Castelo Branco.

Cotrim Figueiredo garantiu ainda hoje que é "absolutamente e completamente falsa" a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) e que vai avançar com uma queixa-crime.

"Houve conhecimento dessa denúncia de ontem [domingo] e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora [ex-assessora da IL] pôs a circular e vai ser, obviamente, objeto de um processo de difamação", afirmou Cotrim Figueiredo aos jornalistas, depois de confrontado com uma publicação no Instagram de uma ex-assessora parlamentar da IL, através da qual diz ter sido vítima de assédio sexual.