Tapa buracos

 Fernando Araújo (FA) o candidato de Pedro Nuno Santos (PNS) para ministro da saúde, em recente entrevista ao JN/TSF criticou o atual governo da AD por não ter durante apenas um ano de governação conseguido resolver os graves problemas que afetam o SNS e que foram herdados de 8 anos de má governação do PS, com a colaboração do BE e do PCP, governação essa em que FA participou quer como secretário de estado da saúde de 2015 a 2018 e também como diretor executivo do SNS durante 15 meses.

FA não foi capaz em mais de 4 anos a exercer funções executivas na área da Saúde nos governos socialistas de António Costa (AC) de contribuir para resolver um que fosse dos graves problemas que afetam o SNS, mas tem a desfaçatez de acusar o atual governo da AD de não ter conseguido resolver esses mesmos problemas em apenas 12 meses.

Esta é aliás a estratégia de PNS e do PS procurando que os portugueses se esqueçam dos 8 anos de promessas não cumpridas não só no SNS mas também em setores fundamentais como a habitação e outros, capazes de potenciar o desenvolvimento da nossa economia e melhorar a vida dos portugueses.

Os sucessivos governos socialistas de AC, o último dos quais com maioria absoluta e que durou pouco mais de 1 ano, não foram capazes durante 8 anos de fazer as reformas necessárias capazes de pôr o SNS a responder de forma eficaz e diversificada às necessidades de saúde dos portugueses.

Durante esses 8 anos de governação de AC e do PS os problemas do SNS não só nunca estiveram próximos de ser resolvidos como se agravaram, tendo sido sucessivamente protelados e mascarados através de medidas conjunturais que se limitavam a tapar buracos consoante estes apareciam.

FA nas funções governativas que desempenhou foi mais um tapa buracos, deixando tudo o que era importante por resolver no SNS, nomeadamente a criação de condições económicas favoráveis para captar e fixar médicos/as, enfermeiros/as, técnicos/as e restante pessoal auxiliar, lembrando-se disso agora em campanha eleitoral, tal como PNS e a restante esquerda (Livre, BE, PCP), medida que para além de outras não foram capazes de pôr em prática durante os 8 anos de governação do PS.

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