Para quê “as políticas e os políticos”
Quando tive a enorme honra de frequentar as aulas teóricas de Direito Constitucional do Sr Professor Doutor Joaquim Gomes Canotilho, na Faculdade de Direito de Coimbra, já lá vão muitos anos, ouvi, para nunca mais me esquecer, a seguinte interrogação: Porque uns mandam e outros obedecem?
Foi uma questão que sempre me interessou e que sempre me fez questionar. Porque uma pequena minoria domina uma grande maioria, ou seja o Povo?
Será que a minoria é composta, efetivamente, pelos melhores?
Mais esclarecidos?
Mais competentes?
Será que a maioria é incauta?
Pouco esclarecida?
Diria mesmo, pouco culta?
São questão quase “existenciais”, mas que, em minha opinião, fazem todo o sentido, num sistema que se apelida de “Democrático”
Para que, então, servirá a Democracia?
É obrigatório ser-se um Democrata?
É obrigatório pactuar com políticos corruptos?
É obrigatório permitir “a céu aberto”, diariamente, atos de corrupção em Portugal, sobretudo ao nível das Autarquias Locais?
É obrigatório um jovem não ter possibilidade de viver em Portugal, porque não tem condições financeiras para pagar uma habitação a preço acessível?
É obrigatório um idoso, em Portugal, para ter hipótese de uma consulta no seu Centro de Saúde, ter de se deslocar às 04h00 da madrugada?
O que andam a fazer, “ os nossos políticos”
A classe política Portuguesa, serve para quê?
Um País que tem, segundo dados da Pordata, atualmente, 2 milhões de pobres!
Para que servem, afinal, os políticos e as políticas?
Por este andar da “carruagem”, qualquer dia já ninguém acredita na política e nos políticos!!!!!!!!
Dizem alguns políticos que:
“temos de ter cuidado com o populismo, com os Partidos extremistas.
E, de facto têm razão.
É preciso aprender com a história!
É sempre positivo aprender com o passado!
Mas é imperioso, para que o passado se não repita, satisfazer duas necessidades básicas de qualquer ser humano: Habitação e saúde.
Será que a actual classe política está à altura de as puder concretizar?
Roberto Silva