Adesão dos jornalistas à greve condiciona operacionalidade de várias redacções
De acordo com o Sindicato dos Jornalistas, na Região, a RTP Madeira esteve limirada a imagens de arquivo e a directos
A adesão dos jornalistas à greve geral desta quinta-feira condicionou o desempenho de muitas redacções, um pouco por todo o País, conforme deu conta o Sindicato dos Jornalistas, em comunicado.
Na Região, de acordo com aquela estrutura sindical, a RTP Madeira, por exemplo, viu a sua actividade limitada a imagens de arquivo e a directos, contornando, desta forma, o menor número de operacionais ao serviço.
"É visível para toda a gente a adesão expressiva da classe jornalística à greve geral desta quinta-feira. Por todo o País, há redacções paralisadas ou com produção noticiosa muito limitada, em órgãos locais e nacionais, no sector público, privado e cooperativo. A grande adesão da classe jornalística torna claro que não deve ver a luz do dia a anteproposta destrutiva do governo PSD/CDS para a revisão das leis laborais, e que é urgente implementar medidas eficazes para melhorar as condições laborais de jornalistas e financiar adequadamente o sector mediático", lemos na nota difundida.
Refere o Sindicato dos Jornalistas que "no sector público, com quase todos os jornalistas da Lusa em protesto, fechou por completo o serviço aos clientes da única agência noticiosa nacional. Com a maioria da equipa editorial em greve, as rádios do Grupo RTP falharam a maior parte dos noticiários ao longo do dia. E nas televisões públicas a paralisação provocou fortes constrangimentos à produção noticiosa, falhando-se na RTP Açores tanto um noticiário como a emissão da sessão de hoje da Assembleia Legislativa Regional, reduzindo a RTP Madeira a imagens de arquivo e directos, e obrigando as direcções nacionais a colocarem coordenadores e pivôs em reportagem".
Nas televisões privadas apontam que o cenário foi semelhante. No grupo da Notícias Ilimitada, "pararam cerca de dois terços das redacções", especificando que nessa lista inclui-se o Jornal de Notícias; enquando na Global Media foram afectados o Diário de Notícias e o Açoriano Oriental. "Especial destaque para a adesão superior a 80% na TSF, claríssima pela emissão que sobrou ao longo do dia", sustenta o sindicato.
Os jornais nacionais também foram afectados, bem como as publicações regionais, locais, e independentes, fechando por completo órgãos como o Região de Leiria, 7Margens, Almada Online, Fumaça e Gerador. Houve vários freelancers que recusaram também trabalhar, acrescenta o Sindicato dos Jornalistas.