Madeira tem cerca de 170 doentes nos cuidados paliativos
Lista de Espera é de um mês e meio. A aguardar estão mais de 50 doentes
O Serviço de Cuidados Paliativos da Região Autónoma da Madeira acompanha, actualmente, cerca de 170 doentes, revelou esta sexta-feira, 24 de Janeiro, Licínia Araújo.
Em declarações à comunicação social, a coordenadora dos Cuidados Paliativos do Serviço Regional de Saúde explicou que 11 doentes estão em internamento na Unidade de Cuidados Paliativos Complexos do Hospital Dr. João de Almada, entre 15 a 20 estão nos Cuidados Paliativos Intra-Hospitalares do Hospital Dr. Nélio Mendonça e do Hospital dos Marmeleiros, sendo que a grande maioria dos doentes (cerca de 140) é acompanhado no domicílio.
A coordenadora dos Cuidados Paliativos da Região destaca que a maioria dos doentes prefere ficar nos seus domicílios, razão pela qual defende "mais suporte ao nível da comunidade", nomeadamente através de cuidadores formais, "ajudantes domiciliárias com formação específica".
As famílias estão assoberbadas, as famílias estão a dar grande suporte no domicílio, mas é um contexto muito difícil, ainda mais na nossa conjuntura económica. Torna-se cada vez mais difícil para as famílias cuidarem dos doentes. Licínia Araújo
A Lista de Espera, apontou a responsável, é de um mês e meio, um período considerado como "óptimo". A aguardar estão mais de 50 doentes.
Licínia Araújo denuncia que as referenciações por vezes são feitas "numa fase tardia", o que põe em causa a boa prestação de cuidados: "Às vezes referenciam-nos um doente e em dois ou três dias o doente vem a falecer. Desta forma não se fazem bons cuidados paliativos".
Declarações proferidas esta tarde, no Edifício da Reitoria no Colégio dos Jesuítas, no âmbito do IV Workshop Cuidados Paliativos, evento organizado pela Escola Superior de Saúde da Universidade da Madeira, em parceria com o Serviço Regional de Saúde da Região Autónoma da Madeira e com a Secção Regional da Região Autónoma da Madeira da Ordem dos Enfermeiros.