A Democracia

Os princípios fundamentais da República caracterizam a comunidade política portuguesa e são o cerne da sua Constituição. Quando, no seu artigo 1.º, ela dispõe que «Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária» “. (Fundação Francisco Manuel dos Santos)

Recentemente, fomos confrontados com afirmações de membros de um partido político com representação no parlamento nacional, que não respeitam tais princípios.

Miguel Prata Roque, Professor de Direito Constitucional, sobre essas afirmações proferidas, disse “que são gravíssimas e não é aceitável pôr portugueses contra portugueses”. (Sic Notícias)

Na conclusão do seu editorial, Sónia Sapage, escreveu: “Não somos o país que a maioria de nós (pelo menos dos que votam) quer ser. Somos o país do fim da vergonha.” (Público 25 Out.)

“É esperado dos partidos moderados e de centro que sejam guardiões das normas democráticas. E estamos a falar mais do que proteger a qualidade da democracia.

Estamos a falar de garantir a segurança dos cidadãos.” (Vicente Valentim, politólogo, Público 26 Out.)

“Quando não são travados, partidos como este destroem as instituições que garantem a liberdade. É por isso fundamental que todos - cidadãos, jornalistas, instituições - estejam atentos e que se recusem a ser cúmplices deste jogo perigoso.” (Ricardo Paes Mamede, Público 28 Out.)

António Barreto, sociólogo, no seu artigo de opinião, “Lisboa sempre, Lisboa nunca”, concluiu que: “Entre defensores da integridade da nação pura e adeptos da dissolução da comunidade nacional não há meio termo. A discussão e as soluções só serão possíveis fora do dilema dos fanáticos.” (Público 26 Out. )

“A liberdade é respeito. Só quem reconhece o valor do outro é digno de reconhecer o seu.” (Citador: José Luís Nunes Martins )

João Freitas