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Com óculos cor-de-rosa, bandeiras vermelhas são apenas bandeiras

António Costa está de saída, deixando o país à deriva. Portugal necessita de um novo rumo!

A chegada de 2024 traz consigo o fim de 8 anos de governação de António Costa. Foram 8 anos (6 deles com o Bloco de Esquerda e Partido Comunista), onde o primeiro-ministro demissionário construiu, segundo o próprio “um país melhor”… com várias greves do pessoal da saúde e professores, com o caos nas urgências, com as constantes paralisações dos transportes; com a crise da habitação; com o descontrolo da política de porta aberta da imigração; entre outros…

Na sua última mensagem de Natal, António Costa pintou de rosa um país cheio de bandeiras vermelhas. Retratou um Portugal utópico, paralelo ao real, onde há “mais e melhor emprego”; onde há “menor pobreza e desigualdade”; onde há “tranquilidade no dia-a-dia das famílias”.

Um país com mais e, sobretudo, melhor emprego, não gera descontentamento dos seus trabalhadores, manifestada pelas várias paralisações da saúde, da educação, dos transportes. Um médico contente com o seu país não procura soluções lá fora! Um professor contente não deixa os miúdos sem aulas! Um enfermeiro contente não faz cancelar um dia de cirurgias!

Um país com menos pobreza e desigualdade não paga meia dúzia de tostões aos profissionais qualificados, não promove aumentos salariais abaixo da inflação e, acima de tudo, não promove a classe média à classe pobre! “Nível de qualificações aproxima-se dos melhores padrões europeus… graças às políticas públicas”? Como a diminuição do poder de compra do pessoal qualificado? Segundo o relatório do Estado da Nação, da Fundação José Neves, a diferença salarial entre jovens com o ensino superior e ensino secundário atingiu “mínimos históricos”, passando de 50% em 2011 para 27% em 2022. É importante aumentar salários mínimo (como é óbvio), mas também é importante aumentar os restantes salários em semelhante proporção… precisamente para não nivelarmos por baixo, mantendo baixa a média salarial portuguesa face a outros países europeus.

Costa referiu que “Portugal conseguiu libertar-se de décadas de crónicos défices orçamentais, o que permitiu reduzir a dívida pública com base no crescimento económico e valorização dos rendimentos dos que trabalham e das pensões, o que permitiu maior liberdade para os portugueses”. Nunca os portugueses tiveram tanta carga fiscal, como neste último governo do PS. Nem com a ajuda externa e Passos Coelho andámos tão apertados… com tão pouca liberdade económica! Um país que recuperou “a tranquilidade no dia-a-dia das famílias” não as põe a contar os trocos no final do mês para pagar os milhares de impostos a que são sujeitas!

A economia portuguesa, em 2024 arrisca-se a ser ultrapassada pela polaca e húngara. Já no ano passado fomos ultrapassados pela Roménia. Em 2000, o PIB português equivalia a 85% da média europeia… Já a Roménia tinha um PIB equivalente a 26%... 24 anos depois, o nosso PIB deverá ficar pelos 78.6%, abaixo dos 80.9% da Roménia, 79.5% da Polónia e 79.1% da Hungria. Não é por acaso que o PS e Bloco de Esquerda votaram contra a literacia financeira em contexto escolar… Não lhes interessa que o povo perceba patavina disto…

António Costa diz que “procurou transmitir confiança” … confiança num país pior, onde uma grávida necessita de viajar meio retângulo para parir; onde os miúdos ficam sem aulas por falta de docentes; onde quem não trabalha é beneficiado em relação ao que trabalha; onde o estrangeiro tem mais regalias que os que sempre cá estiveram; onde se desvaloriza setores pilares como a saúde, educação e segurança e transportes…

António Costa está de saída, deixando o país à deriva. Portugal necessita de um novo rumo! Para isso, necessitamos de mudar! Parafraseando Einstein, “insanidade é continuar a fazer sempre o mesmo e esperar resultados diferentes”.