Desporto

Governo espanhol vai apresentar queixa no Tribunal contra Luis Rubiales

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Foto Facebook seleção feminina de Espanha

O secretário de Estado para o Desporto e, simultaneamente, presidente do Conselho Superior dos Desportos (CSD) de Espanha, Victor Francos, entregará hoje no Tribunal Administrativo queixas contra o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

"A intervenção do senhor Rubiales na Assembleia Geral da RFEF é totalmente incompatível com a representação do desporto espanhol e com os valores de uma sociedade avançada, como a espanhola", refere o CSD em comunicado.

Na mesma nota, o organismo acrescenta que apresentará hoje à tarde queixas no Tribunal Adminitrativo contra Luis Rubiales e que o secretário de Estado Victor Francos dará uma conferência de imprensa às 17:00 (16:00 em Lisboa), na delegação do governo em Tarragona.

Estas queixas seguem-se ao anúncio hoje de Luis Rubiales, presidente da RFEF, que afirmou repetidamente que não se demite, na sequência do beijo à futebolista Jenni Hermoso, nas celebrações, no domingo, do título mundial feminino de Espanha.

Presidente da Federação espanhola não se demite após beijo polémico a jogadora

O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luís Rubiales, disse hoje durante a Assembleia Geral do organismo que não pensa demitir-se devido ao beijo que deu à futebolista Jenni Hermoso.

"Foi espontâneo, mútuo, eufórico e consentido, o que tem sido o mote de todas as críticas. Foi consentido, esta jogadora tinha falhado um penálti e eu tenho uma grande relação com todas as jogadoras, fomos uma família durante mais de um mês e tivemos momentos carinhosos durante toda a concentração", justificou o dirigente na intervenção durante a Assembleia.

Ao contrário do que se esperava, Rubiales não apresentou hoje a demissão na Assembleia Geral extraordinária do organismo, na sequência da polémica que o gesto desencadeou, com vários quadrantes a acusarem o dirigente de abuso e sexismo.

"Não me vou demitir, não me vou demitir", disse, acusando membros do governo, a imprensa e várias personalidades de lhe quererem fazer "um assassinato de caráter", acrescentando que irá processar quem o acusou de "violência sexual".

O dirigente foi aplaudido pela Assembleia, na qual se encontrava o selecionador feminino Jorge Vilda.

"Quem me conhece sabe que vou lutar até ao final", acrescentou.