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Turistas que visitavam vulcão Whakaari na Nova Zelândia não receberam alertas

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Foto Shutterstock

Os turistas que visitavam o vulcão Whakaari, na ilha Branca, na Nova Zelândia, quando este entrou em erupção em 2019, que causou a morte a 22 pessoas, não receberam avisos de segurança, segundo a procuradora Kristy McDonald.

O Whakaari, um dos vulcões mais ativos do país, visitado por mais de 17.500 pessoas em 2018, entrou em erupção em 09 de dezembro de 2019 quando estava em estado de alerta 2, numa escala de 5.

Estavam 47 pessoas na Ilha Branca quando o vulcão entrou em erupção. A maioria dos sobreviventes sofreu queimaduras graves.

As autoridades da Nova Zelândia abriram duas investigações para determinar a responsabilidade pelo desastre, incluindo operadores turísticos que organizam viagens para a ilha.

A procuradora Kristy McDonald disse hoje durante uma sessão do julgamento no Tribunal Distrital de Auckland que os 20 turistas e dois guias turísticos que morreram não foram avisados dos riscos.

"Eles não tiveram a oportunidade de tomar qualquer decisão informada sobre se queriam correr o risco de entrar na cratera de um vulcão ativo e imprevisível que entrou em erupção", disse McDonald.

Entre as vítimas mortais, 14 eram australianos, cinco norte-americanos, dois neozelandeses e um alemão.

Os proprietários da ilha, os irmãos Andrew, James e Peter Buttle, a sua empresa Whakaari Management Ltd. e as operadoras de turismo ID Tours NZ Ltd. e Tauranga Tourism Services Ltd. são suspeitos de não proteger adequadamente turistas e funcionários.

McDonald disse que a empresa proprietária do vulcão - Whakaari Management Ltd., não entendeu o risco, não consultou os operadores turísticos sobre os perigos, não garantiu que equipamentos de proteção individual adequados fossem fornecidos aos turistas e funcionários e falhou em fornecer um meio adequado de evacuação.

O vulcão já tinha entrado em erupção em 27 de abril de 2016 durante a noite e quando não havia ninguém na ilha.

Após a erupção de 2016, a agência de geologia da Nova Zelândia GNS Science disse que a sua equipa foi proibida de visitar o fundo da cratera até novo aviso por causa do "elevado estado de agitação vulcânica", disse McDonald.

Apesar de saber disso, vários operadores continuaram a levar turistas à cratera, disse.