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Parlamento da Suécia endurece legislação contra o terrorismo

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O Parlamento da Suécia aprovou hoje uma nova lei que proíbe atividades ligadas a grupos extremistas, fortalecendo a legislação sobre terrorismo, requisito fundamental para a Turquia aprovar a candidatura de Estocolmo à NATO.

A lei - que criminaliza a "participação em organização terrorista" - entrará em vigor em 01 de junho.

Na sua apresentação em fevereiro, o ministro da Justiça, Gunnar Strommer, disse que se trata uma "ampliação significativa do âmbito da nova lei, em comparação com a legislação atual".

De acordo com a nova lei, o mero apoio logístico a uma organização terrorista pode ser considerado crime.

Em novembro, a Suécia alterou a Constituição para permitir esta mudança legislativa, já que era contrária às leis suecas sobre liberdade de associação.

A Suécia adotou leis antiterrorismo mais rígidas desde 2017, depois de um requerente de asilo uzbeque - que havia jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI) -- ter realizado um ataque com um camião numa rua comercial de Estocolmo, matando cinco pessoas.

A luta mais radical contra grupos extremistas é uma das principais exigências feitas por Ancara para aprovar a candidatura da Suécia à NATO, que exige a unanimidade de todos os membros da Organização.

A Finlândia já aderiu à NATO em abril, mas a Turquia continua a recusar dar luz verde à Suécia, acusando o país de ser um refúgio para terroristas, especialmente se se tratar de membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).