Turismo Madeira

“Não consigo conceber o produto turístico da Madeira sem o golfe”

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Fotos Hélder Santos/ASPRESS

A primeira das três “conferências marcantes” inseridas nas actividades comemorativas dos 30 anos do Palheiro Golf encontra-se a decorrer no auditório do Colégio dos Jesuítas, com o objectivo de avaliar a importância do Golfe no turismo da Região.

Um encontro que conta com as participações do secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, do presidente da Federação Portuguesa do Golfe, Miguel Sousa, Franco, e dos representantes da PKF Portugual, Roberto Figueira, e do Grupo Pestana, Eric Schuman. No público, estão também presentes diversas personalidades ilustres desta modalidade e do desporto regional.

Na área do turismo, Eduardo Jesus, salientou que não consegue conceber o produto turístico sem a existência do golfe, sublinhando que a Madeira “ganha muito” com este tipo de oferta.

Dando o bom exemplo da ilha do Porto Santo, o governante explicou que esta modalidade desempenha um papel crucial em esbater a sazonalidade da ilha. “O golfe foi a mola para reverter a sazonalidade do Porto Santo”, frisou, enaltecendo também a capacidade de se trabalhar em rede entre as diversas infraestruturas do golfe na Região.

Por sua vez, o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Miguel Sousa Franco, explicou como é que o golfe nacional tem tido um forte efeito na macroeconomia do País. “É um impacto brutal”, frisou.

Noutro sentido, o representante da PKF Portugal, Roberto Figueira, afirmou que a modalidade na Região está a chegar a um ponto em que se necessário definir qual o caminho que pretende seguir. Ou seja, é fulcral perceber se a Região se quer consolidar como um destino de “golfe puro e duro” ou se pretende seguir um trilho “mais profissional”, ou seja, tentando colocar a ilha como palco de vários torneios internacionais.

“Temos de saber para onde queremos caminhar. Se quisermos ir a todos os lados, não vamos conseguir ter um papel positivo em todos”, disse.

Por fim, o representante do Grupo Pestana, Eric Schuman, afirmou que a Madeira ainda tem “muito potencial” para crescer na área do golfe. No entanto, destacou que a Região não se pode comparar como um destino idêntico ao do Algarve. “Na Madeira temos outro produto que temos de diferenciar. Penso que somos um destino ‘golf +’, ou seja, somos golf mais gastronomia, golfe mais cultura, entre outros”.