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Presidente dos EUA insiste nas restrições ao uso de armas após vários tiroteios recentes

FOTO TOLGA AKMEN/EPA
FOTO TOLGA AKMEN/EPA

O Presidente norte-americano insistiu hoje para que o Congresso aprove leis que restrinjam o uso de armas, na sequência de vários tiroteios fatais, o mais recente numa festa de aniversário que provocou quatro mortos. "A que ponto chegou a nossa nação quando as crianças não podem ir a uma festa de aniversário sem medo, quando os pais têm de se preocupar todas as vezes que os seus filhos saem o portão da escola, vão ao cinema ou ao parque?", questionou Joe Biden.

O repto do Presidente dos Estados Unidos da América foi expresso num comunicado poucas horas depois de ser conhecido que pelo menos quatro pessoas morreram e mais de uma dezena ficaram feridas num tiroteio numa festa de aniversário de um adolescente em Dadeville, Alabama, na noite de sábado.

Este tiroteio, com motivações ainda por apurar, ocorreu no mesmo dia em que pelo menos duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas também por armas de fogo num parque em Louisville, Kentucky.

Nesta mesma cidade, na última segunda-feira, morreram cinco pessoas e outras oito ficaram feridas, incluindo dois polícias, num tiroteio ocorrido num banco. "As armas de fogo são a principal causa de morte de crianças nos Estados Unidos e os números estão a aumentar, não a diminuir", alertou Joe Biden.

Embora não esteja oficialmente confirmado, os mortos em Dadeville podem ser adolescentes, de acordo com vários meios de comunicação social, como a estação CNN. O chefe de Estado norte-americano garantiu que está pronto "para trabalhar de boa-fé na legislação federal que salvará vidas" e enfatizou que cabe ao Congresso implementar regras como "o armazenamento seguro de armas de fogo, exigindo verificações de antecedentes para todas as vendas de armas, removendo a imunidade de responsabilidade aos fabricantes e proibindo armas de assalto e carregadores de alta capacidade". "Os americanos concordam e querem que os legisladores ajam com reformas de bom senso na segurança de armas", salientou Joe Biden, que criticou o Partido Republicano por participar, na semana passada, na reunião anual da National Rifle Association (NRA).

Os principais candidatos republicanos, incluindo o ex-presidente Donald Trump, participaram neste evento, reiterando a defesa ao direito dos cidadãos ao porte de armas. Os Estados Unidos sofreram pelo menos 162 tiroteios em massa este ano, de acordo com o Gun Violence Archive, que define tiroteios em massa como os que causam quatro ou mais mortos, sem incluir o autor do ataque.