Votei na estabilidade
Ramalho Eanes, o primeiro homem a ser eleito democraticamente como Presidente da República após o 25 de Abril, disse certo dia que a sua preocupação fundamental era a estabilidade governativa e que só assim era possível responder às reformas exigidas.
Porque foi um dos políticos mais importantes da história moderna de Portugal, um estadista que teve um papel determinante na crise de 25 de novembro de 1975, considero que hoje é fundamental recordar as sábias palavras que proferiu.
Votei, por isso na estabilidade, na continuidade do actual Governo Regional da Madeira, em prol da dignidade, da liberdade e da autonomia.
Os governos têm responsabilidades, mas no continente português não as têm exercido de maneira convincente. Todos sabem que os problemas são notórios em todas as áreas da sociedade, da saúde à educação, algo que na nossa Ilha não acontece.
Por isso, questiono o porquê de tantos insistirem na teoria do mal dizer, de que tudo está mal, quando os indicadores são positivos, mesmo que reconheça e tenha a consciência de que é preciso fazer sempre mais e melhor.
Nesse sentido, desejo ao Dr. Miguel Albuquerque mais um exercício de governo de grande fulgor e que nos continue a garantir estabilidade. Que consiga concretizar os objectivos propostos, porque acredito que defende acima de tudo a Madeira, os madeirenses e todos aqueles que escolheram a nossa Região para viver.
Espero também que a oposição não entre em discursos básicos, procurando o voto de qualquer forma e feitio, sem apresentar soluções verdadeiramente honestas, fiáveis e concretizáveis.
Dizer que é preciso baixar impostos, construir mais casas e que temos de ter um melhor sistema de saúde é demasiado fácil. Mas só alguém mal formado, desleal por nascença, sem berço é que tenta vender aos madeirenses uma realidade que é impossível de concretizar.
Maria Santos