Iniciativa Liberal diz ser preciso priorizar a intervenção precoce na saúde mental
A Iniciativa Liberal afirma que a Saúde Mental é um dos problemas que enfrentamos que mais preocupa o partido e , por isso, diz ser preciso aumentar a consciencialização sobre estas questões em todo o mundo e mobilizar esforços em apoio à saúde mental.
"A pandemia levou a mudanças profundas nas vidas de todos, quer em casa, quer no trabalho. O isolamento social não é natural para os humanos e, por isso, é normal que se sinta uma maior pressão psicológica", refere Carla Chatterley, acrescentando que "ninguém pode negar os efeitos da pandemia sobre os madeirenses. Ao nível da saúde, da estabilidade mental, do medo que foi acarinhado pelo poder e pelas enormes consequências que daí advieram".
Uma má saúde mental tem enormes custos económicos e sociais, quando se executam políticas que não têm em conta o impacto que estas podem ter. Carla Chatterley
Por isso, o partido afirma ser necessário priorizar a intervenção precoce, a prevenção, de modo a evitar que as pessoas sofram crises de saúde mental e minimizar o número e a duração dos internamentos. "Intervir a montante para evitar ter de fazê-lo a jusante. Há que passar do discurso, bonito e ocasional, à prática. É urgente promover a literacia emocional de modo que seja mal fácil entender o que se passa e entender a necessidade de procurar ajuda.", indica.
Além disso, afirma ser necessário fazer um estudo profundo sobre necessidades de quadros; desenhar políticas públicas baseadas em evidências; assumir o compromisso de que ninguém em crise pode ser rejeitado, melhorando a integração e as relações de confiança entre todos os intervenientes, que promova uma abordagem holística de modo a melhorar a intervenção dos serviços de saúde mental; lutar contra o estigma da doença mental investindo na educação e em campanhas de esclarecimento.
"Só o comportamento consegue mudar outro comportamento. Assim há que apostar na prevenção/informação e combate a todos os comportamentos aditivos: álcool, droga, jogo, compras, sexo, etc. A educação tem de ser uma ferramenta essencial para todas as políticas sobre dependências", termina.