Madeira

"Valor da dívida dava para construir quase 14 hospitais"

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A Iniciativa Liberal Madeira irá publicar, a partir de hoje, algumas comparações do custo de obras já efectuadas, que estão a ser executadas, ou em vias de o serem, com o valor da dívida que os contribuintes pagam e que, no seu entender, "se deve às péssimas políticas de investimento público conduzidas pelo PSD, enquanto Governo".

Começamos com o Novo Hospital, com um custo estimado de cerca de 430 milhões de euros. Sabia que, com o valor da dívida, dava para construir quase 14 hospitais? E que, se o Estado por intermédio do Governo de Lisboa, pagasse na mesma os 50%, com que se comprometeu, isso dava para, quase, 28 hospitais?". Comissão Coordenadora Iniciativa Liberal Madeira

Iniciativa Liberal Madeira dá ainda conta de que "em 2011 a dívida da Madeira, ou melhor, do Governo Regional da Madeira, era superior a 6 000 000 000 (6 mil milhões de euros)".

Sucessivos governos, liderados pelo PSD Madeira, foram os responsáveis por uma dívida que representava, na altura, 123% do PIB regional e 927% da receita fiscal. Quase metade da dívida (47%) era relativa a empresas públicas regionais". Comissão Coordenadora Iniciativa Liberal Madeira

Acrescenta que "parte desta dívida, acima dos mil milhões de euros, estava 'perdida' algures". 

Diz ainda que "o relatório do Tribunal de Contas concluiu que essa dívida escondida resultara de um acto consciente, praticado por cinco membros do governo regional: Santos Costa, antigo secretário do equipamento social, o seu chefe de gabinete, Ricardo Reis, o secretário do plano e finanças, Ventura Garcês, a directora do gabinete de controlo e gestão orçamental e ainda o director regional de orçamento e contabilidade".

"Foram todos constituídos arguidos no processo. Mas havia um responsável político que nunca foi referido: o Presidente do Governo da altura", sustenta.

Refere também que "face à dívida, a Madeira teve que pedir ajuda ao Governo Central", tendo sido "assinado um plano de resgate, conhecido por todos como PAEF, que, entre outras coisas, subiu os escalões do IVA para números nunca vistos e acrescentou aos combustíveis uma taxa de 15%".

"O inquérito à dívida foi arquivado, mas isso não fez com que ela desaparecesse. Continua aí, a nos prejudicar o dia-a-dia. Somos nós, os contribuintes madeirenses, que a continuamos a pagar. Sempre que compramos algo, sempre que abastecemos a nossa viatura, por exemplo", sublinha.