A Guerra País

Braga vai receber 30 refugiados no final desta semana

Várias localidades portuguesas já se disponibilizaram para acolher ucranianos deslocados

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Foto EPA

Braga prepara-se para receber, no final desta semana, 30 refugiados ucranianos, que serão retirados serão retirados de zonas de fronteira na Polónia e na Roménia, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município acrescente que, no sentido de organizar a viagem e todos os elementos logísticos necessários à receção daqueles refugiados em Braga, realizou-se hoje uma reunião que juntou elementos dos vários agentes a trabalhar no terreno nesta área.

O encontro permitiu articular com a empresa de transporte bracarense a retirada daqueles cidadãos ucranianos, assim como dialogar com os diversos parceiros para criar condições que garantam o acolhimento imediato dos refugiados e a sua posterior integração.

Em causa está, nomeadamente, a disponibilização de cuidados de saúde, habitação condigna, emprego e necessidades educativas que possam vir a ter para os seus filhos.

Ainda segundo o comunicado, estes refugiados foram identificados por um grupo de jovens com ligações à comunidade de residentes Ucranianos em Braga.

Paralelamente, seguir-se-ão outras medidas de apoio por parte da comunidade de Braga à Ucrânia e aos seus cidadãos, de acordo com as necessidades que vão surgindo e a evolução da situação no terreno de guerra.

Vários movimentos da cidade estão a angariar bens de primeira necessidade, que farão chegar "a quem mais precisa".

Entretanto, outras localidades do país (como é o caso de Tábua ou Trofa) disponibilizaram-se hoje para acolher refugiados ucranianos.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.