“Pressão do CDS obrigou PS e PSD a recuar “, diz Rui Barreto

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“A pressão do CDS na República e a pressão do CDS na Madeira, obrigou o PS a recuar na República e fez o PSD recuar na Madeira”, é assim que o líder do CDS Madeira lê os últimos desenvolvimentos relacionados com o Estatuto do Cuidador Informal. De facto, esta semana, considera que o PS deu o “dito por não dito”. Depois de ter recusado uma proposta inscrita na Lei de Bases da Saúde, coordenada pela anterior ministra socialista Maria de Belém Roseira de criação do Estatuto do Cuidador Informal, acabou por ceder.

Foi o próprio primeiro-ministro que tomou a iniciativa de levar o assunto à reunião do Conselho de Ministros, depois de o CDS ter recuperado as proposta do PS, promovido vários debates nacionais com a Associação Nacional de Cuidadores e agendado a discussão deste tema para o próximo dia 21 de fevereiro, na Assembleia da República.

Na Região, desde outubro que o CDS se empenha neste tema. Contrariando a vontade do PS na República, Rui Barreto disse que iria usar o poder da Autonomia para que a Madeira fosse a primeira região do País a valorizar o trabalho do Cuidador Informal com a criação do estatuto.

Nesse sentido, em novembro de 2018, fez chegar à Assembleia Regional uma proposta do CDS e realizou várias iniciativas de rua, em praticamente todos os concelhos da Região, a explicar a proposta.

Só esta semana o PSD deu entrada no Parlamento de uma proposta com o mesmo objetivo. “Finalmente, tenho a esperança de que o Cuidador Informal será uma esperança”, afirmou esta sexta-feira Rui Barreto, durante mais uma ação de rua, na Ponta do Sol, com a colaboração da vereadora do CDS naquele município, Sara Madalena. “Defendemos o Estatuto do Cuidador com uma ajuda de 435 euros/mês para que nas suas casas possam cuidar dos seus, por forma a viverem com dignidade o resto das suas vidas depois de uma vida de trabalho”, sublinhou o líder da oposição regional.

Rui Barreto deixa um alerta, em relação às propostas dos outros partidos. Diz que o Estatuto do Cuidador Informal não poderá ter apenas “para usar um cartão a dizer que é utilizador, mas para que, substituindo-se ao Estado, o Cuidador possa ter um apoio de 435 euros como incentivo para cuidarem dos seus familiares no conforto da casa e não nos corredores dos hospitais, que isso custa muito dinheiro ao Estado e não dignifica a pessoa”, referiu.