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Bruxelas responde a campanha de Governo húngaro sobre as migrações com “factos”

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A Comissão Europeia decidiu responder hoje a uma campanha lançada na Hungria pelo Governo de Viktor Órban, rebatendo, “ponto por ponto”, com “factos”, as alegações de Budapeste sobre “o que Bruxelas está a planear” em matéria de imigração.

O executivo de Jean-Claude Juncker indica que, na sequência da reunião do colégio de comissários da véspera, decidiu publicar hoje uma resposta à campanha promovida pelas autoridades húngaras, intitulada “Você também tem o direito a saber o que Bruxelas está a planear”, e veiculada em painéis gigantes, anúncios de página inteira nos jornais e uma carta de Órban dirigida a todos os cidadãos húngaros.

“A Comissão Europeia concorda: os cidadãos merecem conhecer a realidade sobre o que a UE está a fazer. Mas acreditamos que merecem factos, e não ficção. A campanha do Governo húngaro distorce a verdade e procura pintar um «quadro negro» de uma conspiração secreta para incitar mais migração para a Europa. A Comissão gostaria por isso de repor a verdade, ponto por ponto”, justifica o executivo comunitário.

Intitulada “Os factos importam”, a resposta da Comissão rebate então, ponto por ponto, as cinco alegações feitas pelo Governo de Órban, que, segundo Bruxelas, são “ou flagrantemente incorretas factualmente”, ou “extremamente enganadoras”.

O executivo enumera as cinco alegações (às quais responde com a “realidade”, apoiada numa série de dados): de acordo com Budapeste, “eles” - referindo-se à UE - “querem introduzir quotas de reinstalação obrigatórias”, “querem enfraquecer o direito dos Estados-membros a defender as suas fronteiras”, “querem facilitar a imigração através de vistos de migrantes”, “querem dar ainda mais dinheiro a organizações que apoiam a imigração” e “querem apoiar a imigração com cartões de débito pré-pagos”.

Apresentando uma série de factos, a Comissão Europeia contraria todas estas alegações, explicando que “a reinstalação de refugiados de fora da UE sempre foi e sempre será numa base puramente voluntária”, que a ação da UE “não mina a proteção fronteiriça nacional”, que a “Comissão tem zero planos de introduzir vistos humanitários”, que “não trabalha com organizações que facilitem a migração irregular” e, por fim, que “a ajuda da UE não encoraja a migração, assistindo apenas os refugiados que já se encontram na Grécia”.