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Guaidó afirma que regressará à Venezuela “o mais tardar na segunda-feira”

Foto EPA
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O líder do parlamento e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou hoje, após uma reunião com o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que regressará ao seu país “o mais tardar na segunda-feira”, apesar das “ameaças”.

Reconhecido como Presidente interino por mais de 50 países, Juan Guaidó deixou a Venezuela no dia 22 de fevereiro, apesar da proibição de deixar o território venezuelano, com o risco de ser imediatamente preso no seu regresso, como advertiu o Presidente Nicolás Maduro.

“Recebi ameaças pessoais contra a minha família, mas também estou a ser ameaçado de encarceramento pelo regime, mas isso não me impedirá de regressar à Venezuela até segunda-feira”, disse o líder da oposição venezuelana numa conferência de imprensa em Brasília, capital do Brasil.

Após a sua visita a território brasileiro, o Presidente interino venezuelano deve ir ao Paraguai nesta sexta-feira.

“Teremos a visita de nosso querido amigo, o Presidente Juan Guaidó, ao palácio presidencial”, escreveu na rede social Twitter o chefe de Estado paraguaio, Mario Abdo Benitez, informação que não foi confirmada em Brasília.

Em Nova Iorque, o Conselho de Segurança da ONU teve que votar dois projetos de resolução concorrentes sobre a Venezuela, um por iniciativa dos Estados Unidos, o outro pela Rússia.

Dois passos que ilustram a divisão da comunidade internacional em relação à Venezuela, tendo Guaidó sido reconhecido por países como Estados Unidos, Brasil, Colômbia e a maioria dos membros da União Europeia, e Maduro apoiado pela Rússia, China, Irão, Síria ou Cuba.

Juan Guaidó chegou à capital brasileira na madrugada de hoje, num voo proveniente da Colômbia, onde dirigiu uma operação de ajuda humanitária destinada ao seu país.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes, tal como o Brasil.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já dezenas de mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.