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Associação Sindical dos Profissionais da Polícia alerta para efectivo envelhecido na PSP

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A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) alertou ontem para a existência de um efectivo envelhecido na PSP, considerando que os 600 novos polícias anunciados ficam aquém do esperado devido ao reduzido número de vagas dos últimos anos.

“Os números só por si não resolvem o problema de falta de efectivos na PSP. Ter muitos elementos não significa ter capacidade operacional”, disse à agência Lusa o presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, reagindo ao despacho publicado ontem em Diário da República que autoriza a abertura, este ano, de 600 vagas para a Polícia de Segurança Pública.

O presidente do sindicato mais representativo da PSP considerou que “o grande problema” está nos cerca de três mil polícias com mais de 55 anos sem capacidade operacional e que já deviam estar na pré-reforma.

Paulo Rodrigues recordou que em 2015 quando foi aprovado o estatuto profissional ficou estipulado que durante quatro anos entrariam 800 novos elementos para a PSP e saiam para a pré-reforma outros 800, mas tal nunca aconteceu.

Como resultado, sublinhou, há cerca de 16.000 policias capazes de responder às necessidades da Polícia, que tem cada vez mais uma função exigente.

No entanto, o presidente da ASPP/PSP reconheceu que “há muitos anos não era aberto um concurso” para um tão elevado número de vagas.

“Há uma melhoria em termos de números, mas aquém do que era esperado, uma vez que durante muitos anos foram poucos os recrutamentos”, disse.