Nicolás Maduro insta poderes a marcar data exacta para as eleições presidenciais
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, instou hoje a Assembleia Constituinte (AC, composta unicamente por apoiantes do regime) e o Conselho Nacional Eleitoral a marcarem a data das próximas eleições presidenciais que devem ocorrer até finais de abril.
“Como Chefe de Estado, de maneira respeitadora, insto a Assembleia Constituinte e o Poder Eleitoral, a que o mais tarde na segunda-feira, façam o anúncio da data das eleições presidenciais para que a Venezuela entre numa grande festa de ideias, numa grande batalha pela verdade”, disse.
Nicolás Maduro falava em Caracas, durante um encontro com jornalistas, que foi transmitido pela televisão estatal venezuelana.
Depois do pedido ao presidente da AC respondeu ao Chefe de Estado, através do Twitter, confirmando a disposição daquele organismo para avançar com a data das eleições.
“O Presidente Nicolás Maduro pode conta com a AC para consolidar o processo eleitoral constituinte e a democracia”, escreveu.
Na sexta-feira o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder, anunciou que aprovou, “por aclamação”, a recandidatura de Nicolás Maduro nas próximas eleições presidenciais.
Maduro, que foi eleito em abril de 2013, para um mandato de seis anos, espera conseguir 10 milhões de votos dos quase 20 milhões de eleitores recenseados e ser reeleito para presidente o país durante o período 2019 - 2025.
Em 20 de janeiro último a AC aprovou um decreto a convocar a realização de eleições presidenciais até ao próximo dia 30 de abril.
O decreto aprovado foi remetido ao Conselho Nacional Eleitoral para fixar a data para as próximas eleições presidenciais, que tradicionalmente ocorrem em dezembro do último ano no mandado presidencial.
A convocação das eleições antecipadas está a ser criticada por grande parte da comunidade internacional, que vê na decisão um entrave ao processo de diálogo entre Governo venezuelano e oposição que tem estado a decorrer na República Dominicana.
Despois da convocatória o México e o Chile retiraram-se da negociação, onde participavam como mediadores, questionando uma alegada falta de garantias diplomáticas no processo eleitoral.
Os EUA já anunciaram que não vão reconhecer as eleições presidenciais antecipadas.
Por outro lado os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 14 países que compõe o Grupo Lima acusaram Nicolás Maduro de contradizer princípios democráticos ao antecipar as eleições.