Bispo do Funchal visita presépios das Unidades Militares
O Bispo do Funchal, António Carrilho, visitou na sexta-feira, os Presépios das Unidades Militares da Zona Militar da Madeira (ZMM), tendo oportunidade de ouvir a sua explicação e de inscrever a sua opinião no livro de honra dos mesmos, mensagem essa inscrita entre as dezenas de outras já existentes, devido ao elevado numero de visitas ocorridas até à data.
Munidas de espírito natalício, as Unidades Militares da ZMM, coordenaram e construíram os seus presépios em 2018, o da Unidade de Apoio do Quartel-General da ZMM e o do Regimento de Guarnição Nº3.
O primeiro, sob o tema ‘União e Luz’, localizado á entrada da Unidade e pronto a ser visitado, conta no que toca aos materiais usados com figuras em miniatura com algumas décadas de uso, pedras das mais variadas origens, barro, cartão, papel, madeira, coroa de flores seca e pintada, flores de varias cores, arbustos, troncos de árvore, latão, tendas de campanha já abatidas entre outros. A reciclagem foi o ponto forte deste projecto, contando também com uma levada de água corrente e moinho de água.
De realçar a gruta da sagrada família construída com um sofá antigo forrado a papel pintado e coroa de flores já seca e que foi guardada e pintada a cor dourada após ter sido depositada em homenagem aos militares caídos em combate num monumento militar da Região pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e que serve de sustentação a um anjo suspenso.
O do Regimento de Guarnição Nº3 é já uma referência no seio da população da Madeira, tendo sido visitado em 2017 por cerca de 2 500 pessoas. Este ano os números já atingem cerca de 650 visitantes.
O presépio de 2018 procura transmitir a mensagem natalícia através de um enquadramento geográfico-humano da ruralidade madeirense, o mais fiel e autêntico possível, dominado pelas serras da Madeira. Facilmente se reconhecem e identificam expressões fortes das suas belezas naturais (os vales profundos, as ribeiras e riachos e a vegetação abundante), a par de manifestações da humanização da paisagem, onde sobressaem as levadas, o casario típico, o moinho de água, o pastoreio, os poios cultivados com o trigo, o milho e com a latada de vinha, enriquecido ainda, com uma mostra de utensílios e ferramentas antigas utilizadas pelos artífices de carpintaria, numa invocação à profissão de São José.
Refira-se que os espaços estão abertos gratuitamente ao público, até 15 de Janeiro de 2019, das 9 às 21 horas.