Chorar ou rir

13 Abr 2018 / 02:00 H.

1. “Razões operacionais”

“Razões operacionais” são as duas palavras mais ouvidas, nos últimos dias, para a TAP justificar o injustificável. O cancelamento de voos sem pré-aviso, afectando milhares de Madeirenses e Porto-santenses.

Como se não bastasse, tratam os passageiros afetados de forma, absolutamente, desumana. Mas quais são as razões operacionais? Podem ser todas. Falta de combustível também seria uma razão operacional. Porque não se fala claro?

Do que se trata, na realidade, é duma greve encapotada resultante da guerra entre pilotos e administração.

Sendo o Estado Português proprietário de 50% da empresa, o governo socialista da República não pode lavar as mãos como Pilatos. Como maior acionista tem de agir e não assobiar para o lado.

E que dizer do silêncio ensurdecedor do PS-Madeira sobre esta matéria? Defende o governo socialista da República em vez de defender os Madeirenses e Porto-santenses.

2. “Só sei que nada sei”

“Só sei que nada sei”, como dizia Sócrates, o filósofo grego e não o outro.

O socialista Bernardo Trindade foi nomeado pelo governo esquerdista de Lisboa para administrador da TAP, exactamente por ser madeirense.

Quando a TAP é hoje alvo da fúria da maioria dos Madeirenses e Porto-Santenses, a sua resposta é muito simples: “Não falo por coisas que não sei.”

Directo e sem mais rodeios. Melhor resposta seria: “Estou a borrifar-me para a Madeira, para os Madeirenses e Porto-santenses”

3. Diferenças

O Governo Regional da Madeira pagou, desde 2015, 81 Milhões de Euros de dívida às farmácias, regularizando uma situação que prejudicava o sector e os utentes do Serviço Regional de Saúde.

Nos Açores foi notícia, há poucos dias, de que as farmácias não fornecem medicamentos a crédito ao sector público, devido à dívida acumulada.

4. Saúde

O buraco financeiro do Serviço Nacional de Saúde, no Continente, atingiu o valor de 1.400 milhões de euros, com um acréscimo mensal de 93 Milhões de Euros.

Ao contrário, na Madeira, o Governo Regional diminuiu o passivo do SESARAM em 294 Milhões de Euros, e ainda assim contribuiu, nos últimos cinco anos, para a descida do défice Português.

5. Sócrates e Lula

José Sócrates comentar, numa televisão generalista, a prisão de Lula, ex-presidente do Brasil, é um verdadeiro acto de solidariedade pessoal, política e partidária.

O Bloco de Esquerda diz que a prisão de Lula é “um golpe da direita reacionária”.Sem comentários.

Rui Abreu Secretário-geraldo PSD