Trump toma chá com homólogo chinês em início de visita à China

China /
08 Nov 2017 / 09:02 H.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, tomaram hoje chá juntos, acompanhados pelas suas mulheres, no arranque de uma visita de Estado do líder norte-americano à China.

A Cidade Proibida, um antigo complexo imperial situado no coração de Pequim, está normalmente repleto de turistas, mas hoje encontra-se vazio para receber Trump.

Crianças e guarda de honra dão boas-vindas a Trump em arranque de visita à China

Mais cedo, Trump foi recebido no aeroporto em Pequim com uma cerimónia que incluiu guarda de honra, banda de marcha e crianças a entoar bem-vindo.

Chefes de Estado em visita a Pequim têm geralmente uma recepção discreta no aeroporto, reservando-se a pompa e circunstância para o Grande Palácio do Povo, no centro da capital chinesa.

Ao sair do avião, o líder norte-americano e a sua mulher, Melania Trump, foram recebidos por dignitários chineses e dos EUA, guarda de honra, música marcial e crianças que agitaram as bandeiras dos dois países enquanto entoavam bem-vindo.

As cerimonias de boas-vindas na China têm-se tornado cada vez mais elaboradas, desde a ascensão ao poder do Presidente chinês, Xi Jinping, cuja política externa se tem revelado mais assertiva do que a dos seus antecessores.

Os líderes das duas maiores economias do planeta terão hoje e quinta-feira várias reuniões, centradas em questões comerciais e no programa nuclear da Coreia do Norte.

Trump aterrou em Pequim horas após ter feito um discurso na Assembleia Nacional da Coreia do Sul, onde voltou a pressionar a China a parar de apoiar a Coreia do Norte.

Pequim é o principal aliado diplomático e parceiro comercial de Pyongyang.

A visita ocorre também numa altura de crescente tensão entre Washington e Pequim em torno de questões como acesso ao mercado e transferência de tecnologia.

Durante a sua campanha eleitoral, Trump acusou várias vezes a China de concorrência desleal.

Antes de partir para um périplo pela Ásia, o líder norte-americano afirmou que o défice norte-americano na balança comercial com Pequim - 347 mil milhões de dólares em 2016 - “é tão mau que dá vergonha”.

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