Oxfam diz que migrantes na fronteira franco-italiana têm tratamento indigno

15 Jun 2018 / 10:30 H.

A organização não governamental Oxfam disse hoje que os migrantes que conseguem sair da Líbia e chegar a Itália enfrentam um problema na fronteira com a França, ficando aí ‘entalados’ sem água, comida, abrigo ou direitos básicos adequados.

O relatório da Oxfam, divulgado no mesmo dia em que o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, se reúnem para debater a política migratória dos seus países e da União Europeia, analisa o êxodo dos migrantes desde o continente africano para a Europa, focando-se na zona onde as ‘Rivieras’ francesa e italiana, populares destinos de férias dos europeus, se encontram.

O Presidente francês criticou a decisão tomada esta semana por Itália de não deixar atracar um navio com 629 migrantes a bordo, considerando que o Executivo italiano mostrou “cinismo” e um comportamento “irresponsável”.

O navio Aquarius acabou por ser recebido por Espanha, o mesmo acontecendo com dois outros barcos que estão agora a caminho da nação ibérica depois de passarem dias ao largo da costa italiana.

Na resposta, o Governo italiano disse: “A Itália não pode aceitar lições hipócritas de países que no tópico das migrações sempre preferiram olhar para o outro lado”.

Quase 39.900 migrantes viram negada a entrada em França na fronteira com a Itália entre janeiro e agosto do ano passado, de acordo com os números oficiais.

O relatório da Oxfam, que aponta várias situações de tratamento indigno dos migrantes pela polícia francesa, refere ainda que havia 200 migrantes em Ventimiglia em 2015, citando números de um diretor de uma ONG, mas a população cresceu exponencialmente para 16.500 desde que a França impôs controlos na fronteira, nesse ano.

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