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Missão do FMI está a partir de hoje em Moçambique

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Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega hoje a Moçambique para discutir a evolução da economia do país e o processo das dívidas ocultas, disse à Lusa o representante da instituição em Maputo, Ari Aisen.

O objetivo é “avaliar a situação económica atual e fazer recomendações”, bem como, dar seguimento ao dossiê “da auditoria às empresas Ematum, Proindicus e MAM”, referiu.

O FMI e o grupo de 14 doadores para o Orçamento de Estado moçambicano (em que se inclui Portugal) suspenderam em 2016 as transferências na sequência do escândalo das dívidas ocultas daquelas três firmas públicas.

O ministro das Finanças, Adriano Maleiane, disse este mês que o país precisa de retomar os apoios internacionais e que está a trabalhar para dar as respostas que faltam sobre o destino dos dois mil milhões de dólares de empréstimos ilegalmente obtidos com garantias soberanas.

Os esclarecimentos têm sido condição para haver negociações, pelo que a assinatura de um novo acordo não consta da agenda da missão que hoje começa, referiu Ari Aisen.

“A missão vai indagar quais os planos do governo nessa área”, das dívidas ocultas, acrescentou.

A visita da equipa do FMI, no âmbito do artigo quarto da instituição - sobre as consultas regulares com países-membros -, deverá prolongar-se até 13 de dezembro.

“A ideia é que, no próximo ano, tenhamos um relatório” sobre estas consultas, referiu o representante da instituição.

Ari Aisen prevê que o documento seja publicado no início de 2018 “para que a posição do FMI fique retratada”.