Justiça detém para interrogatório três familiares do atacante que matou polícias em França

Paris /
21 Abr 2017 / 10:45 H.

A procuradoria de Paris informou hoje ter detido para interrogatório três familiares do atacante que na quinta-feira matou um polícia na avenida dos Campos Elísios, na capital francesa, e foi abatido pelas forças de segurança.

A procuradoria sublinhou que é rotina, em casos como o de quinta-feira, a interrogação de familiares dos suspeitos, para os investigadores determinarem se o atacante agiu sozinho, onde obteve as armas, e outros pormenores.

Um polícia foi morto e dois ficaram gravemente feridos na quinta-feira à noite, quando um homem disparou contra o veículo em que seguiam na avenida dos Campos Elísios, no centro de Paris.

O atacante foi morto por outros agentes da polícia francesa e um transeunte foi também atingido.

“O agressor chegou de carro, saiu. Abriu fogo contra o carro da polícia com uma arma automática, matou um dos polícias”, disse fonte policial citada pela AFP.

Uma turista ficou “ligeiramente ferida por bala” durante a troca de tiros, acrescentou outra fonte policial.

O Presidente francês, François Hollande, que convocou um Conselho de Segurança para a manhã de hoje, afirmou que o caso está a ser investigado pela secção antiterrorista da procuradoria de Paris e que as pistas que poderão conduzir a investigação “são de ordem terrorista”.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou já o ataque, através de um comunicado divulgado pelo órgão de propaganda do EI, a Amaq.

“O autor do ataque nos Campos Elísios, no centro de Paris, é Abu Yussef, ‘o Belga’, e é um dos combatentes do Estado Islâmico”, relatou a Amaq.

As autoridades francesas afirmaram que o autor do ataque estava identificado como extremista por ter manifestado a intenção de matar polícias, segundo fontes próximas do inquérito, citadas pela AFP.

O ataque ocorre a três dias da primeira volta das eleições presidenciais em França, em que a segurança é um dos temas em destaque, após vários ataques terroristas no país nos últimos anos.

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