Justiça alemã acredita que enfermeiro pode ter assassinado mais de 100 pacientes

09 Nov 2017 / 11:18 H.

Os procuradores alemães disseram hoje acreditar que o enfermeiro Niels Hoegel, condenado a prisão perpétua por matar pacientes na Alemanha, poderá ter assassinado mais de 100 pessoas.

Os procuradores e polícias de Oldenburg declararam que já completaram exames nos pacientes que morreram no período em que Niels Hoegel era enfermeiro em dois hospitais locais e determinaram que há mais 16 casos em que ele é suspeito.

No final de agosto, as autoridades disseram que haviam determinado que Hoegel poderia ter matado pelo menos 84 pacientes entre 2000 e 2005.

Os procuradores disseram que pretendem apresentar outras acusações contra o enfermeiro até ao início de 2018.

Niels Hoegel foi condenado em 2015 a prisão perpétua por dois homicídios e duas tentativas de homicídio numa clínica em Delmenhorst, no noroeste da Alemanha, mas os procuradores disseram desde cedo que o enfermeiro teria matado mais pessoas.

Em junho de 2016, os inspetores tinham estabelecido a responsabilidade do enfermeiro em 33 mortes, pacientes em várias unidades de saúde onde Hoegel trabalhava.

O enfermeiro matava os pacientes com recurso a overdoses medicamentosas.

As injecções que praticava serviam para levar os pacientes ao limiar da morte, a fim de demonstrar a sua capacidade de as trazer de volta à vida, explicou o enfermeiro, que apresentou o tédio como outro motivo para os crimes.

O caso surgiu em 2005, quando Hoegel foi surpreendido por um colega quando se preparava para dar uma injecção não prescrita a um paciente numa clínica em Delmenhorst, o que o levou a uma primeira condenação por tentativa de homicídio em 2008.

Durante o seu julgamento, Hoegel, que confessou a um psiquiatra ter matado dezenas de pessoas, pediu desculpas aos familiares das suas vítimas.

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