Independentistas da Córsega acusam Macron de ter ódio e desprezo pela sua causa
Presidente francês recusou amnistiar os condenados por terrorismo separatista e rejeitado promover o corso a língua oficial
O principal partido independentista corso acusou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron, de ter ódio e desprezo pela sua causa, por ter recusado amnistiar os condenados por terrorismo separatista e rejeitado promover o corso a língua oficial.
O Córsega Livre critica em comunicado “esta atitude negacionista da questão corsa” e pede que se reconheça a sua “dimensão eminentemente política” para resolver um conflito que dura há mais de 40 anos.
Numa visita àquela região de França, Macron admitiu, num discurso na cidade Bastia, a possibilidade de uma reforma constitucional em que se reconheça a singularidade da ilha, mas rejeitando medidas defendidas pelos independentistas.
O Córsega Livre reitera o pedido para que os presos, que estão detidos no continente, voltem à Córsega, num processo que consideram que deve terminar “na sua amnistia”.
O partido independentista acusa ainda o chefe de Estado francês de dar a entender ao resto dos franceses que “os corsos abusam da ‘solidariedade nacional’ ao estarem sempre a pedir dinheiro a Paris”.
O partido afirma que nunca aceitará sem reagir “que se desprezem” símbolos como as suas instituições, bandeira, língua e povo com “um discurso neocolonial escandaloso e inaceitável”.
Coligadas, as formações independentistas venceram com uma ampla maioria absoluta as eleições regionais de dezembro passado e controlam as instituições da ilha mediterrânica.