Erdogan diz que deseja recuperar boas relações com a UE e com os países europeus

29 Dez 2017 / 06:20 H.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou hoje que deseja recuperar as boas relações diplomáticas com a União Europeia (UE), especialmente com a Alemanha e a Holanda, bastante afetadas no último ano.

“Não temos qualquer problema com a Alemanha, nem com a Holanda nem com a Bélgica. Pelo contrário: os seus dirigentes são antigos amigos meus. Foram injustos para comigo, mas isso foi um aparte”, disse o mandatário turco à imprensa do seu país durante uma viagem de avião entre o Chade e a Tunísia, país que visita oficialmente a partir de hoje.

De acordo com o diário turco Hürriyet, Erdogan foi questionado sobre possíveis visitas a países da UE.

“Não há qualquer motivo para não as fazer. (...) Sempre o disse: devemos reduzir o número de inimigos e aumentar o número de amigos”, respondeu Erdogan.

O Presidente turco afirmou que chegou a ter “muito boas relações” com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

“Com a Bélgica era igual. Tal como com a Alemanha, seja com (o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e atual presidente alemã Frank-Walter) Steinmeier ou com (a chanceler Angela) Merkel, as nossas relações eram muito boas”, assegurou.

“Houve problemas, mas os nossos últimos encontros foram excelentes”, revelou Erdogan.

O chefe de Estado turco afirmou que pediu a estes países o seu apoio para aprovar, na Assembleia das Nações Unidas, uma resolução contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, pelos Estados Unidos e pela Guatemala.

“Estamos na mesma página sobre este assunto. Há alguns dias telefonei a Steinmeier para lhe agradecer. Rutte também deu vários sinais de melhoria das nossas relações. Tudo isso é muito satisfatório. Desejamos ter boas relações com a União Europeia e com os países da UE”, concluiu Erdogan.

Durante a campanha para o referendo constitucional na Turquia [que ampliou substancialmente os poderes de Erdogan], realizado em abril último, a Alemanha e a Holanda impediram comícios de vários altos cargos turcos (incluindo ministros) dirigidos à comunidade imigrante. Na altura, Erdogan acusou os líderes destes países de “xenofobia” e de “agirem como nazis”.