PS quer soluções para desorganização do Sistema de Saúde da Região

13 Nov 2017 / 14:44 H.

O PS exige por parte do executivo de Albuquerque uma explicação, como também uma solução para os atrasos nos reembolsos das despesas de saúde, para os casos das listas de espera para uma consulta e para uma cirurgia, assim como para a falta de medicamentos no hospital.

Carlos Pereira entende que tem de haver uma resposta cabal por parte do Governo para a desorganização do Sistema de Saúde da Região. Para além dessas questões, o presidente do PS-M denunciou, em conferência de imprensa, esta manhã, junto ao IASAUDE, os atrasos nos reembolsos dos vários subsistemas de Saúde, reiterando que o processo de pagamento tem de ser efectuado de forma célere para o bem dos madeirenses e porto-santenses.

Por seu turno, mencionou também os atrasos nos reembolsos das despesas do SESARAM, particularmente, daqueles que fazem tratamento fora da Madeira, referindo que “não é aceitável que as pessoas estando doentes tenham que disponibilizar verbas para a cura dessa mesma doença, quando a região tem responsabilidades para reembolsar essas verbas e demora mais de um ano para o fazer”.

O socialista lembrou ainda que a maioria das pessoas não têm condições, nem dinheiro, para suportar tanto tempo de espera para um reembolso que têm direito. Continuamos com milhares de pessoas à espera para serem atendidas numa consulta, como também continuamos com mais de 18 mil pessoas para terem a sua cirurgia marcada”, cujo tempo de espera chega a ultrapassar, por vezes, cinco anos”.

Deste modo, o presidente do PS-Madeira apontou também para as contradições do Governo Regional que “grita todos os dias para eventuais verbas que o Governo da República não paga à Madeira, quando não procede em conformidade na região, bem como com os seus cidadãos, pagando a tempo e a horas os reembolsos.

“É uma contradição, muito grande, que o Governo Regional esteja todos os dias a dizer mal de Lisboa que se atrasa nos pagamentos à Madeira, quando o próprio Governo Regional se atrasa e, muito, no pagamento aos seus cidadãos. Quando se fala do hospital, dos medicamentos, das lista de espera para as consultas, o Governo Regional “mete a cabeça na areia e fala de Lisboa, fala na Assembleia da República, fala do Governo da República”, o que no entender o dirigente socialista “não é seriedade política, não é governar em prol da população da Madeira”, por isso, exige uma resposta cabal por parte do Governo Regional para fazer face a estas matérias.

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