“Os dados de saúde são altamente sensíveis”, diz Élvio Jesus

18 Nov 2017 / 18:22 H.

“Os dados de saúde são altamente sensíveis”. Quem o diz é o dirigente da secção regional da Ordem dos Enfermeiros, Élvio Jesus, no dia em que se realizou a 12.ª Conferência, intitulada ‘Informação de saúde: cuidados, satisfação e custos’.

A iniciativa, que ocorreu hoje no Hotel Four Views Monumental, no Lido, serviu para elucidar as pessoas de que estas têm o direito à privacidade mesmo depois de mortas. Pois, de acordo com Élvio Jesus, os dados relacionados com a saúde de um indivíduo devem ser intransmissíveis.

“Se uma pessoa um dia fez um aborto, isto não tem que ser revelado à família, porque ela tem o direito de não querer que saibam e, mesmo depois de morta, esse dado não pode nem deve ser dado a conhecer aos familiares”, disse.

Mas, conforme acrescentou dirigente da secção regional da Ordem dos Enfermeiros, se a pessoa está num bloco operatório e os familiares querem saber se a intervenção cirúrgica correu bem, cabe ao profissional de saúde informar essa situação, mas não mais do que isso.

Além disso, Élvio Jesus referiu ainda que o paciente tem ainda o direito de revelar (ou não) a terceiros se tem alguma doença genética, salvo raras excepções, como as patologias graves que podem condicionar a vida dos familiares.

E, por isso, esta conferência foi, no seu entender, uma mais-valia para quem assistiu, sobretudo para os profissionais deste sector de actividade que nem sempre têm em conta o facto de os dados de saúde de um indivíduo serem “altamente sensível”.

Refira-se que este evento contou com a presença dos conferencistas Sérgio Deodato, director da Escola de Enfermagem do ICS da Universidade Católica Portuguesa; e da Posgrado en Ciências e Regina Estevez Sánchez, directora provincial de Sanitas (Almeria). Profissionais que vieram enriquecer a conferência.

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