‘Max’ agraciado com Insígnia Autonómica de Valor

13 Jun 2018 / 16:54 H.

Max, nome artístico pelo qual ficaria conhecido Maximiano Sousa, nasceu no Funchal, a 20 de Janeiro de 1918 e faleceu, em Lisboa, a 29 de Maio de 1980.

Exerceu a profissão de alfaiate, mas o ofício nunca o afastou da música. A primeira actuação aconteceu aos 19 anos numa casa de diversão do Funchal, tendo obtido um sucesso extraordinário, que o levou a cantar nos hotéis mais frequentados da época: “Miramar” e “Belavista”.

Em 1942, é um dos fundadores, como vocalista e baterista, do Conjunto de Tony Amaral and His Boys. Em 1944 profissionalizou-se e, em 1946, acompanha o conjunto a Lisboa, conquistando êxito nacional. A sua carreira a solo inicia-se em 1948, fazendo espectáculos de norte a sul do país.

Gravou, em 1948, o seu primeiro disco com o “Bailinho da Madeira” (letra a música de sua autoria) e “Noites da Madeira” (de Tony Amaral). Seguem-se outros temas de sucesso como a “Mula da Cooperativa”, “Porto Santo”, “3 ou Sinal da Cruz”, “Tingo Lingo”, “Chá-Chá de Lisboa”, “Magala” e “Rosinha dos limões”, “Pomba Branca”, “Casei com uma Velha”, entre outras.

Distinguiu-se, também, pela sua interpretação de fados. A canção “Fado Mayer”, mais conhecida como “Não Digas Mal Dela” populariza a voz de Max.

Após uma presença frequente na rádio, Max conquista o cinema e o teatro participando em várias revistas tais como “Saias curtas” (1953), “Fonte Luminosa” (1956), “Elas são o espetáculo” (1963), “Pão, pão... queijo, queijo...” (1967), “Grande poeta é o Zé” (1968) e “Peço a palavra” (1969), e no filme “Bonança & Cª” (1969).

O sucesso alcançado a nível nacional impulsionou uma carreira internacional. Frequentou os principais palcos de Espanha, França, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Argentina, África do Sul, Angola, Moçambique e Austrália, entre outros.

A digressão aos Estados Unidos, em 1956, onde atuou ao longo de dois anos e meio nas principais cidades americanas, marcou a sua carreira internacional, destacando-se a sua participação no programa de Grouho Marx, produzido para a National Broadcasting Company (NBC – radiodifusão dos EUA) e num espectáculo organizado pelas Nações Unidas. Atuou, também, em diversos espaços de diversão e clubes de música ao vivo, tais como, o Hotel “Long Beach”, bar “Big Piano”, clube “Flamingo”, espaço “El Chico”, entre outros.

Foi um grande “embaixador” da ilha da Madeira no mundo. Cantor, compositor, ator e músico, foi, ao longo da sua carreira artística, homenageado em diversas ocasiões, destacando-se a festa de homenagem, promovida pelo Governo Regional da Madeira, no Casino do Funchal, em 1979, transmitida para todo o país pela rádio e pela televisão, que contou, entre outros, com a participação de Amália Rodrigues, Raúl Solnado, Henrique Santana, Nicolau Breyner, Mara Abrantes, Valério Silva, Paco Bandeira, Carlos Coelho, o Trio Boreal, Joel Branco e a Orquestra Ligeira da RDP.

Em 1991, foi inaugurado um busto em sua homenagem, da autoria da escultora Luíza Clode, junto ao Largo do Corpo Santo, no Funchal.

Foi homenageado, este ano, a 20 de Janeiro de 2018, pelo Governo Regional, no centenário do seu nascimento.

De assinalar, ainda, a realização de dois concertos em sua homenagem e a abertura do Ciclo Exposições ‘Tempus fugit: da vida à memória dela - Saudades do Meu Lugar’, no Espaço Infoart.

‘Max’ está agora entre as 13 personalidades madeirenses que o Governo Regional vai homenagear no dia 1 de Julho, no âmbito das comemorações do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, que este ano decorrem na ‘Ilha Dourada.

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