Greve da Função Pública mobiliza alguns sectores na Madeira

27 Out 2017 / 11:37 H.

A greve da função pública que está a marcar o dia de hoje tem tido diferentes impactos em diversos sectores.

Sabe o DIÁRIO que a área da enfermagem não tem registado muita afluência. Juan Carvalho, presidente do Sindicato dos enfermeiros, explicou que o sindicato não emitiu nenhum pré-aviso de greve, no entanto sabe que houve algumas adesões de diversos profissionais em alguns serviços do Hospital Dr. Nélio Mendonça que alteraram o normal funcionamento, sem que o mesmo tenha sido afectado.

Na área da Administração local, António Monteiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local ainda está a apurar os dados de todas as autarquias. No entanto, verifica algumas adesões significativas no Funchal e em Câmara de Lobos.

Na câmara funchalense, a secção de limpeza urbana nocturna regista, para já, uma adesão de 85%; o mesmo valor que a secção de remoção de lixo nocturna. Quanto aos asfaltadores, a adesão ronda os 30%.

Em Câmara de Lobos os trabalhadores camarários aderiram em peso, com 90% de adesão dos eletricistas; 60% dos pintores e 50% dos pedreiros, carpinteiros e limpeza urbana.

50% dos trabalhadores da ARM daquele concelho ambém aderiram a esta greve.

Ainda segundo António Monteiro, as câmaras da Ponta de Sol e de Santa Cruz registam uma adesão na ordem dos 20%.

Na Calheta 25% dos serviços administrativos estão paralisados e o Porto Santo é, para já o concelho que regista pouca afluência à greve.

Francisco Oliveira, do Sindicato dos Professores da Madeira, mostra-se optimista com os dados até agora verificados. “Na ronda feita esta semana em algumas escolhas, verifiquei que os colegas informados estão claramente entusiasmados com esta greve”. Outros, porem alegam razões profissionais para não aderirem, como é o caso de marcações de testes e de actividades de avaliação.

Ainda assim, a expectativa é “muito alta e apontamos valores na casa dos 50% o que para a Madeira é um valor extraordinário”, assume Francisco Oliveira que reconhece fraca adesão na última greve.

Os professores querem enviar uma mensagem clara à tutela. Querem que os 10 anos que passaram com a carreira congelada, tenha agora um efeito de progressão na carreira.

Os professores associam-se à luta nacional, mas Francisco Oliveira assegura que a luta é regional. “Aquilo que nos diz respeito é da responsabilidade do governo regional e tem de ser este governo e a ALR a reparar os males que foram feitos ao longo de 10 anos de congelamento”, diz, convicto de que a luta não vai parar.

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