Madeira

Gestão do transporte não urgente de doentes criticada pelo Nós Cidadãos!

O transporte de doentes não satisfaz o Nós Cidadãos!  Foto Arquivo
O transporte de doentes não satisfaz o Nós Cidadãos! Foto Arquivo

O Nós Cidadãos! está descontente com a forma como o Governo Regional tem vindo a gerir o serviço de transporte de doentes não urgentes do SESARAM e acusa o executivo de falta de transparência, nomeadamente nos números. Além de dar conta de que Miguel Albuquerque não está a cumprir o pagamento aos taxistas “nem a 90 dias”, diz que “não acautelou a transparência necessária e o conhecimento por parte dos cidadãos de todos os procedimentos adoptados e reais custos do novo modelo para os contribuintes da Região”, revela em nota de imprensa. E questiona onde está a “poupança de ‘100 mil euros nos ‘cofres’ da Região já este ano’, conforme garantiu o próprio”, a 11 de Janeiro deste ano.

O partido recorda que desde 1 de Março os utentes não urgentes do SESARAM, com insuficiência económica comprovada, passarem poder usar o serviço de táxi no transporte para e depois das consultas, assegurando o Governo essa factura. “Lembramos que o serviço de transporte de utentes não urgentes do SESARAM é agora um negócio com muitos números, que serviu para imobilizar/paralisar (e muito) as viaturas – e os recursos humanos – do serviço de transporte de doentes do SESARAM (inserido no Serviço de Instalações e Equipamentos), que agora passam horas à porta dos Centros de Saúde e do Hospital Central do Funchal – Dr. Nélio Mendonça, sem doentes para transportar”, acresceram Filipa Fernandes e Miguel Costa, que assinam a nota.

A não tradução da mudança em poupança, pelo não pagamento a tempo aos profissionais de táxi e por deixar paradas as viaturas anteriormente afectas ao serviço, o Nós Cidadãos! acredita que Miguel Albuquerque não é um bom gestor. “Face aos números já revelados, Nós Cidadãos! também percebemos que o Estado (ou melhor, o Governo Regional) deu testemunho de que é incapaz de gerir os recursos financeiros e humanos do que é público”.