“Eu fico triste que o PS entre naquela guerrilha interna”

18 Nov 2017 / 18:51 H.

O presidente do Juntos Pelo Povo (JPP), Filipe Sousa, admitiu, esta tarde, no final de um congresso partidário extraordinário, que está “triste” com o ambiente de “guerrilha interna” que observa no PS-Madeira e garantiu que apesar do seu partido ter contribuído para a eleição de Paulo Cafôfo no Funchal “não há nada de concreto” em termos de acordos entre partidos da oposição para as eleições regionais de 2019.

Filipe Sousa, que deixou o PS há quase 10 anos, comentou hoje a disputa entre Carlos Pereira e Emanuel Câmara pela liderança socialista: “Eu fico triste e vejo com alguma preocupação que o principal partido da oposição logo a seguir às autárquicas entre naquela guerrilha interna que não leva a lado nenhum, quando a concentração de esforços seria em 2019 e traçar a sua orientação política no sentido de as oposições criarem uma alternativa política na Madeira”. Outro assunto que “irrita” e “enerva profundamente” o mesmo líder partidário tem a ver com “aqueles joguinhos políticos na eleição do presidente da AMRAM (Associação de Municípios)”. “Deixa-me preocupado o facto de se começarem a desenhar os tais arranjos, interesses, lugarzinhos e tachos. O JPP não está para isso”, avisou.

Em vez disso, o JPP apostar na sua “nova forma de fazer política”, que consiste no contacto directo e permanente dos autarcas e deputados eleitos com a população e que “vai seguramente fazer mossa no ano 2019”. Filipe Sousa acredita que nas eleições regionais o seu partido vai ter “um peso forte na gestão política regional” e está a trabalhar para que aquele “seja o ano em que o PSD sofra a sua primeira derrota na Madeira”.

De resto, neste congresso extraordinário escutaram-se críticas à governação regional e à “situação gritante” do Serviço Regional de Saúde (SESARAM), com carências em diversos domínios. A este respeito, Filipe Sousa apresentou dois exemplos das dificuldades. Segundo afirmou, à Câmara de Santa Cruz chegam frequentemente pedidos de ajuda para o transporte de doentes não urgentes, já que o SESARAM conta apenas com duas viaturas para aquele serviço na Madeira. Por outro lado, o rastreio aos doentes oncológicos madeirenses “é feito de uma forma primitiva”. Em jeito de resumo, lamentou que, como autarca, tenha maior facilidade em falar com o primeiro-ministro ou ministros do que com os membros do Governo Regional.

No Congresso Extraordinário do JPP realizado esta manhã numa unidade hoteleira de Santa Cruz foi aprovada uma alteração dos estatutos que permite aligeirar significativamente as suas estruturas. Os estatutos originais implicavam a indicação de mais de 300 nomes para preencher os diversos órgãos. Os novos estatutos entram em vigor a 1 de Janeiro de 2018.

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