Candidatos reagem à sondagem do DIÁRIO para a Ribeira Brava com trocas de acusações

Nivalda Gonçalves e Ricardo Nascimento trocam ‘galhardetes’. Restantes candidatos desvalorizam projecções.

19 Set 2017 / 12:01 H.

Quando caminhamos a passos largos para o Outono e para a noite eleitoral de 1 de Outubro, eis que a temperatura começa a subir na Ribeira Brava. Os candidatos já reagiram às projecções ao estudo de opinião encomendado pelo DIÁRIO e pela TSF-Madeira à Eurosondagem em que garante a Ricardo Nascimento 36,4% das intenções de voto, o que equivale a três mandatos, numa votação de maioria relativa.

PSD denuncia ameaças

Nivalda Gonçalves já relativizou os números, mas não deixou de atacar a candidatura do Movimento de Cidadãos, Ribeira Brava Primeiro ao afirmar que a “verdadeira sondagem será no dia 1 de Outubro. Eu acredito no povo! O voto é secreto. E o número de pessoas que não quer responder releva medo das perseguições e das ameaças que a Ribeira Brava Primeiro faz”.

Nascimento contra-ataca

Na resposta, Ricardo Nascimento deu o ‘troco’: “Ameaças?! Não somos nós que andamos a dizer se não votarem em nós o subsídio das semilhas vai acabar”, aproveitando para agradecer a confiança que os eleitores têm demonstrado na fase de pré-campanha eleitoral.

“A verdadeira sondagem será a 1 de Outubro, essa sim, importante. De qualquer modo não posso deixar de expressar o meu agradecimento pela adesão massiva que tem vindo a registar”, expressou o candidato que, segundo o estudo, pode vir a ter três mandatos.

PS sente outros resultados

Por seu turno, o candidato pelo Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal da Ribeira Brava diz que a projecção de 13,2% ao estudo de opinião encomendado pelo DIÁRIO e pela TSF-Madeira à Eurosondagem “não é aquilo que sinto no terreno”. Alano Gonçalves revela que tenho tido a simpatia do eleitorado ribeira-bravense e vamos conseguir o nosso objectivo a que nos propusemos”, expressou há instantes numa curta declaração, aproveitando para desvalorizar as projecções.

JPP desconfia da fiabilidade

Luís Drumond faz alguns considerandos ao estudo de opinião, começando por apontar que “os 6% de margem de erro não é fiável e que os 36% de população que manifestou opinião até aos 60 anos, demonstra que a sondagem não é equilibrada”, ou seja para Drumond estas projecções são “meras tendências” que ainda assim merecem três notas finais: “A primeira é que a Ribeira Brava não terá maioria absoluta, pela primeira vez na sua história. A segunda é que o PSD passa a ser o partido da oposição, que nunca antes ocorreu. Finalmente, só o JPP é o verdadeiro projecto de mudança porque a tendência é que a Câmara fique exactamente igual”.

PTP na luta

No quinto lugar das intenções de voto surge Francisco Santos que ontem sofreu um acidente de trabalho e que vaie star de baixa médica até 25 do corrente mês. O ‘trabalhista’ garante que apesar dos 3,2% “estou na luta”

BE não não reage

Quem não reagiu foi José Luís Jaleco. O candidato do Bloco de Esquerda desconhecia os valores pelo reservou emitir declarações, situação que não aconteceu com o candidato Alex Faria da CDU.

CDU sem milhares de euros

“Como deve saber não se pode tirar qualquer conclusão de um universo tão pequeno com apenas 2,2% dos ribeira-bravenses eleitores (...) Claramente, o feedback que tenho tido da população não corresponde à sondagem e por isso desvalorizamos completamente esses resultados, para bem ou para mal”, observa num primeiro comentário.

Prosseguindo: “Visto que a CDU não dispõe dos milhares de euros que as outras “ilustres conhecidas” campanhas dispõem para cartazes onde são impossíveis de passar despercebidos, quase todos na sua totalidade através de subvenção estatal, eu, “ilustre desconhecido” encaro como um incentivo ainda maior para convencer os ribeira-bravenses que a CDU é a resposta para os problemas do nosso concelho! No dia 1 de Outubro é que dirão a verdade, a sua vontade”, rematou.