Albuquerque diz que Macron já olha para as RUP ‘com outros olhos’

28 Out 2017 / 10:45 H.

O presidente do Governo Regional, que participa na conferência das RUP, afirmou que o discurso de Emmanuel Macron já começa a interiorizar que o facto das Regiões Ultraperiféricas não serem vistas como apenas subsidiárias da União Europeia, mas que são essenciais para o futuro.

“A projecção geopolítica da União Europeia, através das Regiões Ultraperiféricas, é fundamental já no presente, mas no futuro muito mais”, afirmou Miguel Albuquerque. O governante explicou que a presença no Atlântico, nas Caraíbas e no Índico é reforçada pelas RUP. A biodiversidade e o mar são apontados como factores cruciais que são fundamentados por estas regiões.

Quanto ao quadro de apoio, falta ressalvar a política de coesão económica e social, que possa fazer subir o rendimento dos cidadãos. Por outro lado, o transporte marítimo e aéreo tem que ser apoiado, bem como a mobilidade digital. “A Europa não pode adiar estes apoios”, defendeu Miguel Albuquerque, até porque, acredita, se as populações não sentirem esse apoio da Europa começam a existir fenómenos de populismo e de radicalização.

Questionado sobre actual situação da Catalunha, Albuquerque falou numa radicalização das posições que levou a “um beco sem saída”, “um fenómeno de radicalização que deveria ter sido evitado”. “A Europa é um projecto político de paz”, afirmou.

O governante frisou que “a Europa é um projecto político de paz e de cooperação entre os povos, foi o melhor projecto que aconteceu desde há 100 anos, há 60 anos que a Europa vive em paz e harmonia” e “os povos só ganham quando há projectos de cooperação e desenvolvimento conjunto”, e não de radicalização.