A Triste Democracia

15 Abr 2018 / 02:00 H.

    A Triste Democracia! Se julgamos que a Madeira vive em democracia, então estamos redondamente enganados. Quem estiver atento a governação na RAM tem sido sempre dirigida pela batuta de grupos organizados, nunca na RAM, se governou para as pessoas, para os cidadãos, para a comunidade, nem para o povo, o “povo não ordena nada” e tem sempre sido, manipulado. Os orçamentos regionais, os programas de governo, e as propostas de mandato, são ouro sobre azul, para as organizações que na sombra se reúnem: as maçonarias, e associações do género, tudo em nome do povo, da família e da cristandade. Mas o cerne da questão e o controle do governo, escapa a qualquer controlo social, este ultimo é o próprio, refém do controlo imposto por organizações laterais aos governos eleitos, mas que inclusive eles, durante as campanhas eleitorais, apoiam fortemente as suas campanhas, para depois tirarem partido de situações e de relacionamentos, negociados atrás da cortina, onde imperam relações do tipo apadrinhadas e de afilhados, “soldados fieis”, e muito bem recompensados por ajustes directos, e inclusive concursos, manipulados e devidamente manipulados, pelos tais “cadernos de encargos”: são raros os governos e até municípios, que governam para as suas gentes... raríssimas. A RAM, Portugal, toda a UE e o mundo por ai fora, sofre deste cancro governativo, ele não só contamina a nossa pequena sociedade, e a sua virulência é tal, que inclusive os intocáveis, os que mais defendem a transparência, ficam logo opacos, escuros e fortemente condicionados. Mas é de bradar aos céus, note-se cá nesta minúscula terra de 200 mil e poucas almas, a confusão que fazem para governar isto, confusão que serve de “cortina de fumo”, para eternamente se favorecer os mesmos de sempre... os que secretamente se encontram em maçonarias, e outros que inclusive “dão murros na mesa”, num jogo que enoja. Mas o que enoja mais, é a nossa pequenina comunicação social, divididos, entre dois, actores, e que ao que parece exercem “um controlo da informação”, com objectivos de condicionar e mesmo blindar a capacidade de raciocínio do consciente colectivo... note-se que se posicionem sem, disso fazerem segredo entre actores políticos, governantes e partidos do arco do poder. O controlo social, que devia ser efectuado, numa democracia participativa, pelos actores e organizações sociais, aqui é entregue aos mass-media. Estamos assim esclarecidos porque a democracia “não funciona” é ela própria a génese do seu insucesso, parecendo que não, e vivendo de ilusões assim como, dando razão a muitos, de que “a montanha irá parir um rato”. A saúde, o social, a justiça, a economia, a mobilidade, a insularidade, a centralidade o interior, a desertificação, a equidade, o rendimento adequado, o de inserção, o de inclusão, a tal reintegração, e a tal sustentabilidade gasta até á exaustão, servem no compor programas e propostas de mandato, amplamente difundidos nas campanhas, dirigidas ás pessoas, ao povo, aos cidadãos... logo prontamente esquecidos e metidos na gaveta, logo que as eleições ganhas, governe-se em nome de “senhores feudais, os tais que apoiaram as campanhas” e que sim vivem a décadas dos orçamentos regionais e nacionais... eles estão ai, á vista de todos, tão á vista que o povo cego, surdo e mudo, não os enxergam...

    J. Edgar M. da Silva