Cotrim Figueiredo diz ser "muito grave" que PSD pressione militantes para votarem em Mendes
O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou hoje "muito grave" que o PSD esteja a pressionar os seus militantes para votarem em Luís Marques Mendes, como se o partido fosse "dono dos votos e das consciências das pessoas".
"Se há dentro do PSD quem acha que pode pressionar pessoas que vão votar de forma diferente e, que isso, pode, em 2026, condicionar a escolha livre dos portugueses, é muito grave", afirmou o também eurodeputado.
Estas considerações do antigo líder da IL surgiram depois de se ter cruzado, durante uma visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal, com cinco militantes do PSD que denunciaram "pressões e retaliações" por não votarem no candidato apoiado por aquele partido -- Luís Marques Mendes.
"Há muitos militantes do PSD que o apoiam, mas têm medo de dar a cara por medo dos grandes, mas eu não tenho, sou livre", disse um daqueles militantes sociais-democratas.
Enquanto aquele falava, a ex-deputada do PSD Liliana Reis, que tem estado sempre ao lado de Cotrim Figueiredo na campanha eleitoral, dizia baixinho: "É muito triste ouvir estas histórias".
O militante, acompanhado de um outro, vincou que apoia Cotrim Figueiredo porque é, na sua visão, o melhor candidato e, como homem livre que é, não tem medo de o assumir.
"Tem havido muitos relatos destes. O que eu tenho esperança é que não haja mais gente a vir referir retaliações e pressões porque isso é grave", respondeu o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.
Cotrim Figueiredo acrescentou que há dias, numa arruada, também teve informações parecidas de militantes do PSD, o que demonstra que aquele partido se acha "dono dos votos das pessoas e dono da consciência das pessoas".
"Eu espero que sejam apenas casos isolados e que não haja nenhuma manobra mais ou menos orquestrada para pressionar pessoas que sejam militantes notórios do partido em várias regiões para não votarem noutros candidatos", assinalou.
Pedindo para deixarem as pessoas votarem livremente, Cotrim Figueiredo assinalou que, se as pessoas não estão a escolher Marques Mendes, então "façam uma campanha melhor".
"Se estão a escolher outros, vejam o que é que os outros estão a fazer. Não critiquem o `TikTok´ ou isto ou o outro, façam melhor", insistiu.
As eleições presidenciais, às quais concorrem 11 candidatos, estão marcadas para 18.
Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta em 08 de fevereiro entre os dois mais votados.