Greve enche capas dos jornais
Jornais escrevem sobre os serviços mínimos até 100% que estão a ser contestados, polícias e GNR formados para transporte de matérias perigosas. Nos outros temas, estão o polémico inquérito do Governo a funcionários públicos e a vitória do FC Porto na Rússia
A greve dos motoristas é o grande tema do dia, com o Governo a decretar serviços mínimos que chegam aos 100%. O braço-de-ferro entre patrões e empregados não tem fim à vista.
375 postos de abastecimento de combustíveis vão estar abertos durante a greve com limite de 15 litros por condutor. O Correio da Manhã traz a lista de espaços de Norte a Sul do País, depois de decretados os serviços mínimos pelo Governo entre os 50% e os 100%. Em grande a vitória do Porto frente ao Krasnodar. “Porto mais próximo dos 40 milhões da Champions”, escreve, na sequência do resultado 1-0 fora de casa. Chamada também para a morte de Rui Rechena, músico dos Amor Electro, banda onde toca o madeirense Ricardo Vasconcelos. O baixista tinha 53 anos.
A vitória do Porto está igualmente em grande no JN, onde se lê ainda que o Sporting recusou 65 milhões de euros por Bruno Fernandes. A manchete é para a greve. Os motoristas estão em tribunal contra os serviços mínimos impostos pelo Governo. Estado de crise energética será decretado para elevar prontidão dos polícias.
No Público, também a paralisação que ameaça o país. “Governo lança ataque preventivo para esvaziar greve de motoristas”, escreve. Costa indica Elisa Ferreira e Pedro Marques para comissário português na União Europeia, revelam as gordas desta quinta-feira.
No Diário de Notícias, “Polícias e GNR contra a ideia de serem usados como fura-greves”, coloca em manchete. Agentes e militares com carta de pesados estão a receber formação de emergência para transporte e manuseamento de matérias perigosas. A imagem principal é de Donald Trump na chegada a Dayton e El Paso que recebem o presidente dos Estados Unidos com protestos.
O i relativiza a greve e coloca-a em chamada pequena. O tema principal é um inquérito que o Governo está a realizar, onde pergunta a funcionários públicos “se gostaram de ser aumentados”. O inquérito que compara o tempo da troika com a actualidade esta a causar polémica. CGTP fala em forma de coagir os trabalhadores; PSD em campanha com meios do Estado. Ainda na edição, Duarte Lima que perde o recurso no Supremo Tribunal Brasileiro e o bastonário da Ordem dos Psicólogos, que defende que as pessoas precisam de mais tempo para si. Espaço também nesta capa para o desemprego, que desce para 6,3%, o valor mais baixo em 15 anos.
No Negócios, motoristas contestam serviços mínimos e cartel dos camiões provoca avalancha de pedidos de indemnização. São 65 os processos que entraram, movidos pelas transportadoras. A notícia maior é sobre o parque automóvel do Governo, que cresceu pela primeira vez desde 2010, sobretudo com veículos da GNR e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Saúde e apoio social foram as áreas que criaram mais emprego, é outro tema para ler na edição de hoje.
Woodstock está na capa da Visão, que a pretexto dos 50 anos do Festival conta como continua ser uma inspiração para gerações. Nesta edição uma chamada também para os bastidores da greve dos motoristas, a “mais dura negociação”. A Sábado elegeu como tema de capa a comunidade judaica e em particular as sete famílias mais ricas de Portugal. Elas dominam um império comercial e industrial. Nos desportivos, A Bola escreve “Passo para os milhões”, sobre o jogo do FC Porto; o Jogo prefere “Livre trânsito”. No Record a vitória está na primeira página, mas é “Varandas agarra Bruno” a notícia principal.