Governo quer “monitorizar muito de perto” comportamentos dos condutores e peões

18 Mar 2019 / 22:58 H.

O ministro da Administração Interna chamou hoje a atenção para o elevado número de acidentes rodoviários com mortos dentro das localidades, situação que o Governo quer alterar com ações de sensibilização e intervenções junto dos condutores e dos peões.

Eduardo Cabrita acompanhou hoje em Lisboa a operação de fiscalização rodoviária da PSP “Risco Mínimo”, ação que também está a ser realizada em todo o país pela GNR.

Em declarações aos jornalistas, o ministro deu conta que 70% das ocorrências e 50% dos mortos por acidente rodoviário ocorreram dentro das localidades, além de que cerca de um terço desses desastres serem atropelamentos e defendeu “uma dimensão fundamentalmente de sensibilização” e de ação para “reduzir ao mínimo os riscos”.

“Colocaremos a nossa ação naquilo que são os comportamentos dos condutores em zona urbana, mas também no comportamento de peões”, disse.

Eduardo Cabrita sublinhou que, depois de ter sido registado “o melhor resultado de sempre” em 2016, verifica-se desde 2017 “uma estagnação” do número de acidentes rodoviários e de vítimas mortais.

“O que estamos a fazer, articulando os esforços da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, da PSP, da GNR e das autarquias locais, é o estabelecimento de um conjunto de ações conjugadas dirigidas aqueles que são os indicadores de risco mais significativo. Estamos a fazê-lo aqui em área urbana no eixo central de Lisboa. Estão a decorrer também ações em áreas de intervenção da GNR”, sublinhou.

Frisando que o “Governo dá todo a prioridade” à segurança rodoviária, o ministro garantiu que o objetivo é melhorar “os resultados relativamente aos anos anteriores, fazendo com que este ano se possa monitorizar muito de perto” a atuação dos condutores e dos peões.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), 513 pessoas morreram em acidentes rodoviários no ano passado, mais três do que em 2017, registando-se uma subida pelo segundo ano consecutivo do número de mortos.

Os dados da ANSR mostram também que o número de acidentes aumentou em 2018, tendo sido registados 132.378 desastres nas estradas portuguesas, mais 2.170 do que no ano anterior.

O número de feridos graves registou uma ligeira diminuição no ano passado, totalizando 2.093, menos 105 do que em 2017.

Este ano, de acordo com a ANSR, 96 morreram em acidentes rodoviários até 15 de março, menos dois do que em igual período de 2018.

O número de acidentes diminuiu ligeiramente, registando-se 25.622 até 15 de março, enquanto no ano passado tinham ocorrido 26.206.

Por sua vez, 376 pessoas ficaram gravemente feridas este ano, mais 64 do que em 2018.

A operação que a GNR e a PSP desenvolvem em todo o país a partir de hoje, denominada “Risco Mínimo”, visa reforçar a fiscalização nos locais que nos últimos anos registaram sinistralidade elevada.

Estes locais estão incluídos no Plano Nacional de Fiscalização, que foi desenvolvido pela ANSR para 2019, e define um conjunto de orientações e prioridades para a fiscalização, nomeadamente os locais com maior risco e sinistralidade.

A execução do Plano Nacional de Fiscalização está enquadrada no cumprimento Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE 2020).

A operação “Risco Mínimo”, que vai decorrer até domingo, insere-se num conjunto de ações de combate à sinistralidade promovido pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e pelas forças de segurança.

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