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Mentiroso compulsivo

A pergunta que a todos faço é simples e creio que também a resposta lógica é simples e fácil de dar. Como podem, porventura, os eleitores confiarem num político que plagia, mente e tem surtos graves de amnésia?! Ora vejamos: Em 2014, já presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, escreveu um artigo de opinião para o Diário de Notícias em que plagiou, sobre urbanismo, autores brasileiros. E isto não é invenção; é um facto. Está mais do que comprovado e foram feitas até notícias na Sábado sobre esta situação. Reparem bem: um professor de formação que passa a político e desata a plagiar os pensamentos dos outros e apresenta-os como se dele fossem...

Nas eleições de 2017, em que foi recandidato à presidência da Câmara Municipal do Funchal, disse diante de todos e por várias vezes, inclusive, num debate na RTP-M, que iria cumprir, na íntegra, o mandato. Inclusivamente negociou uma nova coligação denominada “Confiança” com diversos partidos com base nesse pressuposto. Contudo, enquanto tal dizia, o que fazia era, na verdade, bem distinto. Estava já a preparar um “golpe palaciano”. Também isto está comprovado. Viu-se, aliás, que ainda nem tinha tomado posse e já dizia que seria candidato à presidência do Governo Regional, defraudando quem nele depositou confiança e expectativas. Ou seja: ludibriou os cidadãos.

Seguidamente, quando inquirido, no Tribunal, por causa da Tragédia do Monte, que vitimou 13 pessoas, teve um ataque de amnésia nunca antes visto, gozando de facto com a Justiça. Não se lembrava de nada. Nem sequer sabia quem era quem na autarquia. Nem que poderes e em quem os tinha delegado. Uma vergonha. E também isto foi publicado na comunicação social nacional.

Agora a última foi, em entrevista à TSF-M, ter dito que tinha sido ambientalista e pertencera aos corpos directivos da Cosmos. Mais uma vez foi apanhado a mentir. Mais uma vez mostrou que é um mentiroso compulsivo e que não se pode confiar num indivíduo destes. Que seria da Madeira com um líder destes?