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100 dias de carnaval: “Mama” eu quero

Se um orçamento é feito para contentar “capelinhas”, políticas e empresariais, não me peçam que acredite que temos um plano a médio e longo prazo para a Madeira. A gestão é do momento político e não no superior interesse da região. O feroz tachismo que vivemos tem um reverso da medalha, diz que este governo é incompetente, comparado com os anteriores, quando duplica e triplica os quadros para fazer o mesmo do que no passado, com Jardim. Mas é bitola para um recado à oposição, a ser verdade as 15 secretarias com Cafôfo Presidente. O tachismo quadriplicava ou quintuplicava?

O sucesso eleitoral do PSD-M reside na imensidão tachista votante e no facto de ser mau mas vingar a ideia de que os outros são péssimos, suspeição suficientemente grave para “obrigar” o eleitor a deixar tudo como está, sem culpa factual do adversário. Uma condenação sem crime. Esta é a essência do debate actual, o confronto político entre iguais que olham para a política como um emprego permanente, a manutenção de um império assistido/subsidiado ou obtendo vantagens para negócios pessoais, usando a política. É a política pessoalizada ou empresarial que acicata o azedume permanente. Pouco chega ao cidadão em comparação com o imensurável vício dos anúncios de “agenda”, forçada, requentada ou de expediente tornado notícia. Estamos cansados de briga, fotografias e faz-de-conta.

Estamos extenuados da primazia do interesse particular e pessoal sobre o interesse colectivo. Todas as orgânicas foram feitas para encaixar pessoas credoras de promessas e não para serem respostas eficientes aos problemas que afligem a população. É a Região ao serviço dos partidos, dos políticos e seus seguidores e não, como devia, ao contrário. Ainda mais, quando não se reconhecem méritos à generalidade dos nomeados.

A Madeira está demasiado politizada. Os políticos são os maiores emissores de carbono para a nossa atmosfera, têm o condão de alterar o clima entre os madeirenses, lucrando com a divisão. Muita dualidade, sectarismo e até xenofobia se pratica conforme a cor política, por interesses instalados ou por se querer cortejar para ganhar eleições. O resultado vê-se em tão só 100 dias de Governo. A nossa política não tem eficiência energética, a emissão de toneladas de CO2 em brigas estéreis ocupam a maior parte do tempo porque não se governa, contenta-se. É urgente mudar o paradigma e a praxis, olhando à volta está tudo a “morrer” paulatinamente.

Como se sentem os madeirenses com a falta de evolução dos seus rendimentos vendo os jackpots tachistas?